Sou educadora e escritora

domingo, 17 de abril de 2016

A MALDADE NO MUNDO



O que de mais há na humanidade - MALDADE!
 Nos lábios de quem me abraça - a hipocrisia disfarça!
Quem me jura amor eterno - a amizade falta!

Há, onde existe tanta maldade  - VAIDADE!
Quem zela por minha honra - desonra-me!
E em quem mente não há quem se ponha: VERGONHA!

Ah! Não há quem a ti não exponha!
Porque a maldade a si se exalta
E nesse tipo de gente somente falta
Amor, verdade, bondade e vergonha!

 Hoje, amizade de sócio é negócio!
E o que nos leva a perdição? - Ambição!
Restando em meio a tanta amargura - LOUCURA!

Aqui, viver assim muito me custa,
Nada a mim vem de graça
Nem sentar mais posso na praça
Sem que eu receba um crítica injusta!

Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais

sexta-feira, 8 de abril de 2016

O ABSURDO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA NÃO TEM LIMITES


O ABSURDO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA NÃO TEM LIMITES

Por Elany Morais

O sistema educacional brasileiro possui feridas, sem promessas ou esperança de cura. Isso porque os métodos de ensino, os discursos pedagógicos e as propostas governamentais não têm trazidos resultados positivos.
Professores desmotivados e impotentes agonizam. Alunos desinteressados e abandonados pela família marginalizam-se.  Esta desconhece ou exime-se-se de seu papel. Os governos, em intenção e ação, não priorizam à Educação.  Então, como pode uma nação se desenvolver do ponto de vista social se desprezam a educação?
O cenário educacional brasileiro é tenebroso e justificável. Na verdade, é o terreno fértil do maquiavelismo político. É nesse solo que se planta a ignorância e se multiplica o vazio.

Há de nos cansarmos de ação demagógica, de conversas enganosas, de discursos mentirosos da maioria dos políticos, quando dizem que o professor(a) será valorizados(as), que teremos condições dignas de trabalho, etc.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sexta-feira, 1 de abril de 2016

QUANDO HOUVER UM TEMPO

QUANDO HOUVER UM TEMPO
Por Elany Morais

Haverá um tempo em que se valerá a pena viver?
Chegará um tempo diferente desse inferno que se vive?
Quando vi o raio de sol, prometeram-me amor eterno!
Por isso, amparei-me  nesta promessa de que o amor
 nunca morreria!
Então, fiz-me gingante e poderosa!
Acreditei que nos caminhos não haveria cárcere nem resgate,
Que as canções me avizinhavam,
Que o vinho jamais me embriagaria,
Mas meus olhos viram que sonhos se partem,
Que esperanças se despedaçam,

E que a vida a si própria se aniquila.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 26 de março de 2016

QUANDO EU FOR

QUANDO EU FOR
Por Elany Morais 

O que de mim há de ficar,
quando minha pele empalidecer?
Quem porá os olhos nos meus,
como sempre vi acontecer?
Quem segurará a minha mão,
quando eu me enrijecer?
Partirei, mas ninguém
me verá a porta  bater!
Não sei se vai doer, mas a
imperfeição há de perecer!
O que de mim há de ficar, quando
a minha voz  desaparecer?
Eu vou, mas não sei se vai doer!

Todos os direitos reservados a Elany Morais



quarta-feira, 16 de março de 2016

CORAGEM

CORAGEM
Por Elany Morais
 

Além de mim, pode haver mais alguém, em qualquer esquina, a precisar de minha  rebeldia. Por isso, hei de trocar " o medo pelo cedo". A coragem de gritar, de agir não pode vir tarde. Urge que eu me ampare! Quem não precisa de proteção! Quem não quer ser? Ter coragem é ser. Vencer-se pelo medo é uma fatalidade, é desperdiçar a vida. É uma infâmia sentir apenas o cheiro da vida e não viver. Viver é mergulhar sempre no desconhecido e, para isso, é preciso ter coragem.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 12 de março de 2016

O CONTRADITAR

O CONTRADITAR
Por Elany Morais

Agora, pouco me importa quem vem me contraditar. Se vem a mim com mão valente é porque falta-lhe razão. Renego as sutilezas da discórdia. Estou a desligar-me de ideias parvas e parcas. Já não me resta mais tempo para semear sementes em solos inférteis. Estou a reduzir qualquer espaço de confrontos. Antecipar o fim existencial é dá força para discórdias. Contraditar poder ser revolucionar. Mas não estou a revolucionar-me com pensamentos servis. Não me tragam ideais de servidão!

Pouco me importa quem vem questionar minha rebeldia. Agora sei me aceitar com simpatia. Não mais engulo compromisso alheio. Deixo as malas a quem pertence. Agora o que está em causa é a qualidade de mim e, não os princípios que armaram para mim. Prostro-me pelo absoluto que sou, advindo de minhas novas crenças. Nunca tive propensão a modelar minha vida de acordo com princípios interesseiros. Por isso, estou a extraviar tudo o que propõe tiranizar meus hábitos.

Jamais me furtarei do dever de ser humano: violar princípios - os tiranizadores. Há coisas difíceis de serem percebidas, não por serem incompreensíveis, mas por não serem pensadas, questionadas... Há que se apaixonar por si para não se apegar nem se desgastar no contraditar . É preciso amar-se pela única razão de ser, seja como ou o que for. Encerro o ciclo de ser embrutecida comigo mesma.


Caxias- MA, 12 de março de 2016.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 9 de março de 2016

PORQUE ESCREVO

PORQUE ESCREVO
Por Elany Morais

Quando os sentimentos me anoitecem,
eu escrevo.
Escrevo para a morte não me beijar.
Não quero beijo gelado!
Não sou da zona escura!
Não deixo que a dor me segure!
Qualquer coisa que vem pelo vento,
eu sinto.
 Quando escrevo, não minto,
apenas pinto.

Caxias- MA, 09 de março de 2016.

Todos os direitos reservados a Elany Morais