Sou educadora e escritora

sábado, 28 de abril de 2018

O PODER DO AMOR


Por Elany Morais
O amor não embesta,
revela, do ser, a essência 
enlutada, encoberta,
disfarçada!
O amor não é cego,
desvela a alma fechada,
enrugada, sedenta, adestrada!
O amor não tem caprichos,
pretextos, medos, destinos,
ou desvios...
O amor é mistério, que
num gesto, forma e transforma
o que na alma assola!!
IMAGEM: Elany e o Zéfiro!!!

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domingo, 1 de abril de 2018

ENTREVISTA DE NÉA TAUIL - EDUCANDO PARA O AMOR-PRÓPRIO


Entrevista Programa Fortunati TVU com NÉA TAUIL, Psicóloga - Psicoterapeuta, coordenadora da Família Eu - movimento social: educando para o amor-próprio. AMOR PRÓPRIO É PARA TODOS! Junte-se a nós!

segunda-feira, 26 de março de 2018

TRAIÇÃO DOS DEUSES


Por Elany Morais

Minha tragédia tem um silêncio
quase inflexível.
Os deuses de minha infância
me traíram
e as emoções se fraturaram..
O velho tempo, sempre fiel,
não foi complacente com meus
suspiros queixosos.
Os ais foram derramados
inutilmente.
Do sol os raios foram apagados
pelas trevas alheias
mas os pensamentos gritaram
no breu reluzente.


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sexta-feira, 16 de março de 2018

VOU DIZER


Por Elany Morais


Doida para dizer
que nesse país
a violência é bestial,
que vida alheia parece um mal,
que derramar sangue é algo natural,
e que a injustiça acaba em carnaval!!
Doida para dizer
que nesse país,
o crime tem seu sócio,
que o sacerdócio é um negócio
e que última palavra é do capadócio!
Doida para dizer
que nesse país
a exploração é a raiz,
que não fecha do negro a cicatriz,
que o senhor do capital é infeliz,
que poucos há quem diz
que da honestidade é um aprendiz.

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quarta-feira, 7 de março de 2018

HORAS BRANCAS

Por Eany Morais
Nos primeiros minutos brancos, a verdade de si foi desvelada. Os breus ganharam formas alvas, um renascimento, uma nova leitura, novas pistas: era a poesia do eu.

Desde então, nenhuma janela ficou anônima. Todas ganharam nomes. Foi o apogeu da posse de si por si. Agora há que se andar com os dois pés firmes. Nada mais será sonho de ingratidão. Os gostos verdadeiros se fixarão na boca. O outro será o outro, sem transfiguração. Os desejos desesperados terão rédeas. As mágoas terão remédios: cresce um mundo bem no meio do ser.

Nenhuma dor é elegante. Há que se desvelar. Vida é coisa para não se matar. É preciso ser paraíso de si, Civilizar-se a si mesmo. Abraçar-se com a calma de uma alma em paz. Necessário é foice que faça um corte frio nas cobertas dos segredos inconscientes que regem o destino. Dessa forma, horas e horas brancas se multiplicarão na vida de quem se propõe a conhecer-se, para melhor viver, nos mistérios dessa existência.

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sábado, 17 de fevereiro de 2018

DESCONHECER-SE


Por Elany Morais
Do fundo do inconsciente,
a ignorância destrói.
A ignorância destrói nossos laços,
nossas camas,
nossos pertences...
A ignorância destrói.
E quem a encontra?
Quem se importa com ela?
Nunca a vi florir, nem é enjoativa.
Perde-se tantas coisas: do fundo do
inconsciente, a ignorância destrói.
E ainda há quem diz: o perdido não é meu!!!
A ignorância destrói como um abcesso maduro.
Entre a ignorância e a desturição não há
intervalo de tempo nem de espaço
as coisa são pesáveis e sem nomes.
A confusão de si afoga a estrela vital.
Ignorar a si mesmo é viajar sem mapa,
é cantar sem saber a melodia,
é sucumbir num jogo escravista e debilitante,
é viver de mãos dadas com o inimigo,
é vingar-se de si próprio.