Sou educadora e escritora

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quarta-feira, 7 de março de 2018

HORAS BRANCAS

Por Eany Morais
Nos primeiros minutos brancos, a verdade de si foi desvelada. Os breus ganharam formas alvas, um renascimento, uma nova leitura, novas pistas: era a poesia do eu.

Desde então, nenhuma janela ficou anônima. Todas ganharam nomes. Foi o apogeu da posse de si por si. Agora há que se andar com os dois pés firmes. Nada mais será sonho de ingratidão. Os gostos verdadeiros se fixarão na boca. O outro será o outro, sem transfiguração. Os desejos desesperados terão rédeas. As mágoas terão remédios: cresce um mundo bem no meio do ser.

Nenhuma dor é elegante. Há que se desvelar. Vida é coisa para não se matar. É preciso ser paraíso de si, Civilizar-se a si mesmo. Abraçar-se com a calma de uma alma em paz. Necessário é foice que faça um corte frio nas cobertas dos segredos inconscientes que regem o destino. Dessa forma, horas e horas brancas se multiplicarão na vida de quem se propõe a conhecer-se, para melhor viver, nos mistérios dessa existência.

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sábado, 13 de agosto de 2016

INCONFESSO DESEJO


Por Elany Morais 

Há  desejos que se acovardam. Calam-se. Amedrontam-se diante de qualquer ponte levadiça. Existem espaços que são odiosos para seu desabrochar. Onde a malícia veste, sem pudor, os atos mais inofensivos. E como ganham vulto os desejos irrealizados! Tornam-se nossos criminosos. Perturbam a gente, sem cessar. Tudo fica nevoento aos nossos olhos. É o que sempre nos acompanha. É uma rede infinita. Não há essa de se desviar daqui ou dali...
Desejos calados são choques que nos atordoam. Quando mudos, são hostis. Nem é preciso realizações elásticas, mas é necessário respeito ao seu ato de ser. E os desejos que tentam se economizar? Eles não existem para isso ou para aquilo... Se assim for, a pessoa andará sempre com aquela cara de ferrugem. A covardia habitual deles é uma sentença condenatória.
Nenhum desejo é ignorante, incapaz de conversa ou defesa. Então, por que se acovardar? Por que emudecer? Esgoelar-se é desnecessário, mas calar a voz é um tiro no pé. É desgosto na alma pregado a martelo.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

SANTO É ESSE AMOR

SANTO É ESSE AMOR
Elany Morais

Santo é esse amor que, em nós, gerou
Santo é nosso coração que o faz crescer
Santa é a canção que nos embalou
E o teu querer que ainda me faz viver!!

Santo é esse amor que, em mim, gerou
Que cresce mais a cada amanhecer
Santa é a tua alma que me inundou
Fazendo-me a cada dia mais viver!

Santos serão os corações que te amarem!
Se um dia teus desejos lhes faltarem,
Meus amores a deixarão quente e louca!

Para as noites voluptuosas que me quiser
Tu farás de mim tua doce  mulher,
Fazendo-me gemer com beijos na boca!!

Caxias - MA, 13 de fevereiro de 2015.


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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

EFEMERIDADE DA VIDA


EFEMERIDADE DA VIDA
Elany Morais

Quando se pomos a desfiar os anos,
A vida como água que brota da nascente
Esvai-se imperceptível em nossa frente,
Sem desvendar qualquer dos desenganos!

Quando se portam como os doidos ufanos,
Caindo, no escorrer das horas, melancolicamente,
No abrir dos olhos, de repentemente
As rugas chegam com gritos profanos!

Na fantasia, não se enxerga claramente
Que a existência é traiçoeira e fugaz
Por suprimir o fôlego tão de repente!

Hoje se somos moços ou um rapaz,
Os enganos correm em nossa frente
E a sabedoria escorregando atrás!

Caxias - MA, 31 de dezembro de 2014.

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domingo, 31 de agosto de 2014

MAR DE DESEJOS

MAR DE DESEJOS
Elany Morais

Navegas sobre mim como se eu fosse o mar.
Adentra-me logo, pois serei teu barco
Para que possas em mim navegar.
Serei rio, serei mar, serei águas seguras
Para que navegues sem medo, sem pesar.

Caxias -MA, 01 de setembro de 2014.
 
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terça-feira, 26 de agosto de 2014

PRAZER DOS CORPOS

PRAZER DOS CORPOS
Elany Morais

Quando minha pele encontra a tua 
Parece fusão de ondas....
Mãos sobem relevos,
Línguas, braços, pernas e pelos...
Sentidos nada mais sondam.

Corpos contorcem em excessos,
Unhas vibram às escondidas
Sobre vontades quentes, reprimidas,
Gritos sem parcimônia,
Peles nuas, língua solta,
Sem pudor, sem culpa e sem vergonha.

Caxias - MA, 26 de agosto de 2014.

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terça-feira, 3 de junho de 2014

MINHA ÚLTIMA CANÇÃO

ASSIM SERÁ MINHA ÚLTIMA CANÇÃO
Elany Morais

Quero compor uma canção
Que fale de amor, dos ventos,
Da pureza de coração ...
Dos desejos ocultos
Da vida fora de vultos
E dos que estão a viver sedentos.

Que no meu canto esteja
A chuva, o temporal,
A senhora fora da cozinha
E o vento que leva as
Roupas do varal.

Quero compor uma canção
Que seja de fino trato,
Que fale do puro perdão,
De juras de eterno amor,
Que vive sem malícia nem dor,
E sem o rigor de um contrato.

Caxias -MA, 03 de junho de 2014.

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quarta-feira, 30 de abril de 2014

FALO DA VIDA

FALO DA VIDA
Elany Morais

Falo do vento, das incertezas nas estradas,
Do sol, do mar e das noites com luar,
Falo dos rios e da paixão que vive a faiscar,...
Falo, sem a ingenuidade dos contos de fadas.

Falo da insegurança que quebra nossas asas,
Da despedida com o braço hirto acenar,
Dos cantos apaixonados sob a noite ao luar,
Falo do hipocrisia oculta em cada casa.

Falo de dores, de vontades , de desejos,
De fracassos, de angústia e de vitórias,
Falo de ida, de vinda e do sabor de beijos!

Falo de amor, de luta, de tristeza, de espaço,
de a água, de terra, de Deus e de glória,
Falo de preguiça, e de força em cada passo.

Caxias - MA, 30 de abril de 2014.

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domingo, 23 de fevereiro de 2014

DESCASO

 
 DESCASO

Elany Morais

O que há no mundo é sobretudo descaso,
Descaso com o outro, com o fim,
Não se pensa em tudo ou talvez em nada,
É o que vejo, é isso, o descaso!

O amor é sentimento inútil!
Há desejos violentos por coisa nenhuma,
As paixões intensas não são por ninguém,
São essas coisas de que sempre falo:
É isso que vejo, é apenas descaso!

Há falácias sobre o infinito,
De querer o que é impossível,
Mas há os que não querem nada,
E logo se vê o tal resultado,
É disso que falo, que no mundo
Existe um puro descaso!
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais



 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

VELHICE

 
Elany Morais

Diferentes dos novos, na sua boca há sempre verdade,
Se a memória não falha, sua sabedoria nunca se perde,
É no falhar de sua força, que perdem vigor e agilidade,...
Mas por ser maduro o ideal de seu amor nunca se mede.

Viver resignadamente para o outro é uma sina da velhice,
Amortece seus próprios desejos em detrimento dos filhos,
Que nessa fase não há nada a perder é uma cruel crendice,
E para usufruírem dos seus direitos existe sério empecilho.

É no fluir da velhice que se perde o alimentado egoísmo,
E aceitando o destino de que a indesejada pode chegar,
Não temendo esse fim é mais um ato de seu heroísmo

Mas desse inevitável caminho ninguém se atreve a falar.
É um pesar para muitos por verem como um cruel abismo,
Sem aceitarem que essa fase da vida todo pessoa vai chegar!

Todos os direitos reservados a Elany Morais



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

MULHER

 Viçosa como as novas flores que nascem no jardim,
Sua atividade não se resume em lavar prato e colher,
Porém durante séculos seus algozes pensaram assim
Enquanto que no coração desilusões viveu a mulher!

Agora ,exalto-a ,em meus despretensiosos versos,
Sem esquecer a repressão de seus ocultos desejos,
Moldá-la  como uma boneca foi um ato perverso
E trata-la como um seres passivos foi falso cortejo!!

Nem toda mulher é pedra preciosa ou flor de verão
Pois são seres humanos que necessitam de direitos,
Mas muitas ainda vivem no cativeiro do seu porão,

Sem serem respeitadas por seus inerentes defeitos.
Na luta pela igualdade, recompensadas ainda serão,
Mas com toda injustiça carrega amor em seu peito!!

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany morais




 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

SEM MEDO




 Não engula as palavras que acalentam minha alma.
Descansa comigo no meu mar de ilusão.
Seus beijos é a reza que devolvem minha calma.
Sua ausência é a ferida aberta em meu coração....

Meus desejos são viajantes sem fronteiras.
Seus braços me fazem a alegria de viver encontrar.
Meus sonhos de idílio são nas mangueiras
Que teu corpo não muito tarda a me encontrar.

Elany Morais

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domingo, 6 de outubro de 2013

DESEJOS

 
Uma mente e vários desejos: não andar mais pelos mesmos caminhos já pisados. Deprime-me passos repetidos. Cansei dos mares agitados.


Ai, quem me dera preencher o vácuo que se apossa do meu espírito!!! Abandonar a saudade que me afoga como as águas do mar revolto. Que meu medo não seja uma emoção indivisível! Medo esse que é incontestável para me relembrar que minha existência tem prazo de validade marcado.
 Desejo meu é não ter mais silêncio como resposta ansiosamente esperada. Não esperar um único rebento que nunca virá. Não cegar para o desfiar do espetáculo da vida. Que minha idade não fosse uma fonte de interesse alheio! Que o remédio para a cura da ignorância não fosse lido apenas as orelhas! Que um poeta não fosse feito apenas com versos! Que meus perigos não fossem criados por mim! Que eu não presenciasse inerte a destruição da língua-mãe!! Que eu pudesse viver todos os livros! Que meu amor não fosse mendigado, afogado, ignorado, espezinhado! Que minhas quedas não fossem sentidas! Que minha alma fosse um linho sem mancha!! Que meu jardim não se ajoelhasse para os transeuntes! Que os pássaros não precisassem fazer campanhas de vida!! Que os gestos da minha ingenuidade continuassem intactos! Que o trem não me esqueça em cada estação...!!!

É desejo meu embriagar-me em cada beijo dado!! Sorver lentamente cada gole da vida!! Que minhas ilusões sejam todas defuntas!! Guardar na minha inconsciência infinita o rosto da terra que me abriga por tão pouco tempo! Que eu não seja imperadoras de planos infundados! Que minhas palavras ferinas não sejam jogas ao vento!! Que o amor seja realmente eterno como todos pregam, mas que não dura diante de agitadas tempestades...!!!

Elany Morais

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domingo, 15 de setembro de 2013

FUSÃO DE CORPOS

 
O verde secreto dos meus olhos é teu.Minha pele espera por tuas carícias como o cão almeja o toque do seu dono.Quero sugar teus lábios entreabertos,com minha alma totalmente desinteressada de desejos vis.Nossos afagos são confissões noturnas.Lá fora,sob a luz da lua,as flores festejam nosso amor.Tuas vestes se abrem em festa para mim.De forma perfeita,encaixa-se em mim,tuas sinuosas curvas.Nossas peles aterrissam uma sobre a outra.Arremeço-me em teus braços em êxtase.Nossas almas se fudem,num calor abrasador.Na pedra de nossos corações,nossos nomes estão gravados.

  Não posso desfazer de meus desejos por sua alma fina.Não se refaça de seus medos de amar sem fim.Toco teu rosto para saber que ainda és minha.

Elany Morais

 
Todos os direitos reservados a Elany Morais