Sou educadora e escritora

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sábado, 25 de julho de 2015

FIM

FIM
Elany Morais

Meu amor, na repetição das horas,
gastamos tudo: os beijos já não
têm o mesmo sabor,as palavras,
soltamos todas pela casa, o brilho
dos olhos se perdeu na escuridão,
os abraços já não são os mesmos,
as pernas se dispersaram, só resta,
agora, a voz que ecoa, na mais
profunda solidão.

O sal dos olhos desbotaram as
cores, os lençóis perderam seu
perfume, a canção tornou-se
um enfado, baniu, com a lua, o
nosso canto, o espelho perdeu
suas visitas, e tudo para nós
perdeu o encanto.


Caxias- MA, 24 de julho de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 9 de março de 2015

AMO-TE TANTO

AMO-TE TANTO
Elany Morais

E como não dizer que te amo tanto?
A tua ausência aflige-me como doença.
Pensar em te perder já é uma dor imensa.
Tu és para minha alma o maior encanto!

Sem ti, sou alma que vagueia em pranto
Como nuvem carregada no céu suspensa.
A voz se cala e jamais entoa um canto,
Chorando de saudade que é tão imensa!

Se tu abandonas minha amante alma
Sei que sem ti, definharei de saudade,
Teu amor é o remédio que me acalma,

Aflita, chamo-te com toda humildade,
Pois se me deixo ficar envaidecida,
Jamais tu voltarás para minha vida!


Caxias - MA, 09 de março de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 18 de novembro de 2014

DESENCANTO

DESENCANTO
Elany Morais

Se essa vida um dia já foi encantadora
É porque nela o amor muito me encantou
Mas hoje o desencanto aqui já me laçou 
E o descanso é tudo que quero agora!

O que salta os olhos são apenas intolerância,
O sexo tornou-se banal  e muito insignificante,
Meu coração não vê mais nada de gratificante
Ou qualquer promessa de ventos de bonança!

Não vejo mais razão para o meu pouco falar
Pois não sinto pureza nesse mundo a me tocar
Afim de que faça meu peito ficar acalmado

E meu desejo de viver ainda permanecer
Para que minha alma em virtude possa crescer
E me comprazer de ver o amor no mundo espalhado!

Caxias - MA, 18 de novembro de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

IMAGINAÇÃO



 Submerjo no mar da imaginação
Que da sociedade organizada estou despida
Que a felicidade não era apenas ilusão
Que a batalha pela vida não está vencida....

Submerjo no mar da imaginação
Que de todos a liberdade era um encanto
Que nenhuma alma se vestia de solidão
Que nas faces não se via mais nenhum pranto.

Submerjo no mar da imaginação
Que nos lares não existia mais abandono
Que os justo não sofriam perseguição
Que os animais não viviam mais sem dono.

Elany Morais

sábado, 23 de novembro de 2013

ENCANTO

O  encanto está presente em tudo que há
Nas gaivotas que voam no céu
 Nas ondas que vagueiam o mar
E no silêncio que habita o véu.

O encanto pode estar apenas nos olhos
Que veem a flor no seu esplendor florescer
Na pétala murchar nos seus brolhos
Na luz do sol  ao amanhecer.

 O encanto está no canto do pássaro
Na réstia solar ao seu esvair
Na calma do longo passo
Na alma ao não se ferir.

Elany Morais

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sábado, 5 de outubro de 2013

MUTÁVEL


Mutável eu sou. Meus velhos sapatos já não me satisfazem mais. Meus desejos não crescem mais dentro de mim.  Minhas blusas desbotadas não me autorizam a displicência plangente. Minha identidade não se encontra nas coisas tangíveis. Minhas mãos correm em busca do avesso. Meu tempo morreu. Preciso reinventar meu próximo barco para que eu prossiga o meu navegar.

O fogo que consome meus encantos, faz-me seguir em outros caminhos, talvez, mais estreitos, com desfiladeiros espinhosos. Mas as adversidades alongaram minhas pernas, endureceram meus pés, erigiram meus braços, ofuscaram meus olhos... Se tenho visão de túmulo vazio, são marcas das dores vencidas no desenrolar da vida.

A sombra da minha dor não engrandecerá no meu ser, ilusões não serão meus sonhos irrealizáveis, meu mole cansaço não estará mais em minha tediosa companhia. Rolarei pelo espaço, não abrirei meus braços para quem quer fazer arruaças em meu pequeno espaço. Se não me conheço, não me aventurarei em mais nenhum começo, pois será sempre do mesmo jeito do que já tem sido feito.

Não sou pouco espantosa, mas mudo de casca sempre quando o infortúnio me acha, e se isso me rechaça, lanço fora minha casaca e sem destino certo me jogo em outras paragens, sem garantia de retorno para as mesmas paisagens.

Mutável, penso que ainda sou, não permaneço com o mesmo vento que me enche de tormento, e me sustem no vício do lamento. Depois de tantas tempestades e naufrágios não me dou a ousadia de ficar estática, esperando um destino duvidoso. Faço uso do papel colorido que a vida ainda não me confiscou, amasso- o para recomeçar, com esperança de novas andanças sem os velhos dissabores que me inundam de desgostos pavorosos desse fim tedioso, que é deixar a terra sem saber o certo se o fim está longe ou perto.

Elany Morais

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