Sou educadora e escritora

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terça-feira, 18 de agosto de 2015

ENTRE A FLECHA E A ESPADA

ENTRE A FLECHA E A ESPADA
Elany Morais

Isto não é exagero meu, antes fosse: estamos vivendo o caos político-social.
A todo momento, somos submergidos sob enxurradas de informações ( verdadeiras e falsas), de tal forma que não se há tempo nem para pensar em argumentos ou lógicas que permitam duvidar ou acreditar em tais. Por isso, o que se vê são pessoas totalmente perdidas, desorientadas e inquietas, diante dos acontecimentos políticos verídicos e falseados do país. Para muitos, estar difícil identificar os donos da verdades e da mentira. Então, diante desse cenário, há que se fazer um malabarismo intelectual e físico para que não venha a cair no pântano mais perigoso.
A situação político- social, do Brasil, poderia ou poder ser menos venenosa e, consequentemente, letal? Poderia e pode, contudo, nossas mentes não estão produzindo soro antiofídico. Para isso, seria necessário estrangular a ganância, a vaidade, a falta de empatia, a indiferença, o desamor.... Do contrário, vê-se o que temos e o que vivemos na atualidade.
Queria eu me desfazer de qualquer sufixo ista partidário, mas assim como a chuva é para todos, o véu da política- seja branco ou preto - também é para mim, ou seja, também me afeta, interfere na minha forma de pensar e agir e, enfim, influencia minha vida, como a de toda e qualquer pessoa.



Caxias- MA, 18 de agosto de 2015.

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domingo, 19 de outubro de 2014

  
BABILÔNIA
Elany Morais

É um turbilhão de informações incoerentes, desencontradas, mentirosas, descaradas... O mundo enfureceu-se, mastiga todas as verdades, excreta- as, no lixo. A lealdade agora é apenas farejada. A liberdade se perdeu. A razão enlouqueceu e o que se profetizou não deu.

Todos estão à beira do moinho. Não há caminho certo para seguir. Os olhos se embaçaram. Não se sabe mais quem são os injuriados, injustiçados, desamados ou desalmados. Todo mundo quer. Mas há os que descansam os pés, espoliam o outro e zombam de qualquer fé.

A babilônia chegou. É uma profusão de vaidades, de quereres, de ganâncias, de maledicências e de insanidades. As virtudes se transfiguraram. A humildade se vestiu de hipocrisia, o egoísmo  e o egocentrismo antimoral na mente de muitos se solidificaram.
 
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segunda-feira, 16 de junho de 2014

PASSADO

PASSADO
Elany Mora

Meu passado é um vinho amargo
Que dilacera a boca,
Que desenlaça desejos,...
Que fecha verdades,
Que queima inocência
E que deixa o corpo em brasa.

Caxias -MA , 16 de junho de 2014.

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domingo, 23 de março de 2014

RECOMEÇAR DE NOVO

RECOMEÇAR DE NOVO
Elany Morais

Ainda me resta tempo para um recomeço? No silêncio das horas, sinto renascer meu gosto de luta e combate. Um combate apenas aqui dentro. Primeiro, faz-me necessário arrumar o interior da casa, dessa forma, começo jogando calma em cima de meu rumor obscuro que aflige minha alma. Se ainda há caminhos para o recomeço, estou a postos, limpando manchas teimosas. Cortando ervas daninhas que nasceram pelo meu descuido.

Reaprender é preciso para continuar a navegar nesse mar da vida. Construir-me-ão com peças falsas, com "verdades" mentirosas. Quiseram fazer de mim escrava de mim mesma. Mas refazer-me é possível. Na paciência e no aconchego, vou remendando-me, eliminando os espinhos que perfura o espírito insipiente dessa alma que quase deixou de ser vivente.

Se me permite o renovar, vou polindo-me. Desfazendo dos enganos que me fizeram acreditar. Agora sei que nasci para cear com a felicidade e, não para seguir estradas que o outro insiste em me apontar.

Refazendo-me estou, na paciência. Pois tentaram fazer-me demente, porém minha teimosia faz de mim aguerrida na luta para  quebrar todas as correntes e tornar-me livre de corpo, alma e mente. Quero liberdade, esta  que o destino quis tirar de mim, mas , dentro de mim, flutua a serenidade.

Faço-me acreditar: ainda posso recomeçar.

Caxias - MA, 23 de março de 2014.

 
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domingo, 5 de janeiro de 2014

VERDADES SECRETAS

Só o coração conhece as verdades que são empurradas para o esconderijo mais secreto do ser. Ele conhece o desejo do amor submerso no poço das impossibilidades, ou um amar dentro do campo minado da irracionalidade. Somente o coração adentra ao terreno das paixões desmedidas, das saudades imortais, da tristeza desoladora, do desequilíbrio, da ilusão, da esperança e do medo da sinuosa estrada da vida. Além de conhecedor, o coração é o guardador daquilo que se desprende de nós, assim, ocupa seu lugar - talvez não merecedor - de vítima.
 
Mas se o leitor curioso se perguntar o porquê de haver verdades que são de conhecimento exclusivamente do coração, posso dizer que certas delas (verdades) são como relâmpagos ou raios que, ao mesmo tempo que podem ofuscar, podem também secar; queimar e matar aqueles que não nasceram para compreendê-las.

Enjaulada no coração ou nos ares da imbecilidade, as verdades serão sempre maiores do que todas as coisas já ditas, vistas ou sonhadas.

Elany Morais

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terça-feira, 27 de agosto de 2013

IMENSURÁVEL

 
Não existe instrumento para medir meu passado.

Não existe acesso para meu código secreto.
Não existe feridas para meu espírito sarado.
Não existe ódio para meu sublime afeto.

Existem  em mim pequenas doses de eternidades.
Existem em mim dores sem feridas.
Existem em mim  promessas com verdades.
Existem em mim mantas brancas cingidas.

Elany Morais

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