Sou educadora e escritora

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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

MENTIRA PERFEITA


Elany Morais
Não se diz mais a verdade!
É prisão sem grades?
Tirem-me das cinzas da paz!
Não me falem mais de verdades!
Que males foram feitos à humanidade?
Já houve tempos azuis!
Hoje a verdade é vazia; a mentira
É perfeita!
Não tardo em querer ser sozinha!
As verdades são apenas aproximações!
Palpites intencionais!
São intervalos do que realmente são!
Não me falem mais em moral sadia!
O silêncio será meu sossego sem
Grandes custos!!
Não me falem mais em vida
Futura, justa!

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

O HIPÓCRITA


Por Elany Morais

A hipocrisia é o manto de mentiras que serve para cobrir ou ocultar a selvageria do hipócrita.

Há muitas infâmias interiores, e a hipocrisia é uma delas. A escuridão é o mapa do cérebro do hipócrita. A face deste é sempre um prenúncio de uma composição criminosa. O hipócrita estar- sempre- a fabricar uma falsa perfeição sobre o pilar da crueldade. Seus afagos são punhais em nossa carne. Suas palavras são vômitos. Sua gentileza é sempre uma astúcia disfarçando sua perversidade.
O hipócrita carrega consigo toda odiosidade da hipocrisia. Ele é sempre um traidor que não consegue exercer seu próprio papel, resignando-se a fazer de sua mesquinhez uma suposta enormidade. Como já disse Victor Hugo: " O hipócrita é um titã-anão. " É nauseante a sua impostura!

Como seria bom tanto para o hipócrita quanto para os outros se seus sentimentos e paixões fossem expressões da realidade. O hipócrita propõe modelo de vida para os outros que, pelo qual, não tem esperança nem desejo de segui-lo. Sempre professa virtudes que não possui. A credita que terá vantagens em apenas parecer, em vez de realmente ser. É o ícone da perversão moral.


Isto não servirá de consolo nem de esperança para ninguém: o hipócrita engole sua própria saliva venenosa. Suas mãos são queimadas pelas brasas acesas que atira nos outros. Enfim, as palavras e ações do hipócrita são ecos do seu próprio ser.


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terça-feira, 18 de agosto de 2015

ENTRE A FLECHA E A ESPADA

ENTRE A FLECHA E A ESPADA
Elany Morais

Isto não é exagero meu, antes fosse: estamos vivendo o caos político-social.
A todo momento, somos submergidos sob enxurradas de informações ( verdadeiras e falsas), de tal forma que não se há tempo nem para pensar em argumentos ou lógicas que permitam duvidar ou acreditar em tais. Por isso, o que se vê são pessoas totalmente perdidas, desorientadas e inquietas, diante dos acontecimentos políticos verídicos e falseados do país. Para muitos, estar difícil identificar os donos da verdades e da mentira. Então, diante desse cenário, há que se fazer um malabarismo intelectual e físico para que não venha a cair no pântano mais perigoso.
A situação político- social, do Brasil, poderia ou poder ser menos venenosa e, consequentemente, letal? Poderia e pode, contudo, nossas mentes não estão produzindo soro antiofídico. Para isso, seria necessário estrangular a ganância, a vaidade, a falta de empatia, a indiferença, o desamor.... Do contrário, vê-se o que temos e o que vivemos na atualidade.
Queria eu me desfazer de qualquer sufixo ista partidário, mas assim como a chuva é para todos, o véu da política- seja branco ou preto - também é para mim, ou seja, também me afeta, interfere na minha forma de pensar e agir e, enfim, influencia minha vida, como a de toda e qualquer pessoa.



Caxias- MA, 18 de agosto de 2015.

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domingo, 19 de outubro de 2014

  
BABILÔNIA
Elany Morais

É um turbilhão de informações incoerentes, desencontradas, mentirosas, descaradas... O mundo enfureceu-se, mastiga todas as verdades, excreta- as, no lixo. A lealdade agora é apenas farejada. A liberdade se perdeu. A razão enlouqueceu e o que se profetizou não deu.

Todos estão à beira do moinho. Não há caminho certo para seguir. Os olhos se embaçaram. Não se sabe mais quem são os injuriados, injustiçados, desamados ou desalmados. Todo mundo quer. Mas há os que descansam os pés, espoliam o outro e zombam de qualquer fé.

A babilônia chegou. É uma profusão de vaidades, de quereres, de ganâncias, de maledicências e de insanidades. As virtudes se transfiguraram. A humildade se vestiu de hipocrisia, o egoísmo  e o egocentrismo antimoral na mente de muitos se solidificaram.
 
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sábado, 12 de julho de 2014

FALSAS PROMESSAS

FALSAS PROMESSAS
Elany Morais

Meu coração está constrangido com falsas palavras, com falsas promessas. Meu riso está amargurado com a hipocrisia dos falsos olhos que me contemplaram. Meu espírito se apavora com a ferocidade a falsidade qu...e me rodeiam.

Estou numa selva de lobos ferozes? Há raivas ansiosas para me esmagarem como se eu fosse pedras. Quem haverá de me proteger? Minha verdade é nua. Talvez o dia do meu nascimento foi riscado do calendário. Querem fazer casaco de minha pele. Onde protejo minha cabeça? Meus ouvidos querem acreditar em tudo, mas quase tudo é falácia, é embuste...

Minhas esperanças foram rasgadas e feridas. Minhas vontades estão paradas como barco sem vela. Meus braços estão sem força, minhas pernas estão cansadas de tédio. As palavras mentirosas desfibraram a camada mais profunda de minha pele.

Talvez eu esteja vivendo apenas de enredo, pois não há perdão para meu pouso aqui, na terra dos falsos amores. Pedras em minha direção são lançadas. Faltam-me escudos. Minhas forças estão dispersas. Fui condenada ao eterno rodopio das mentiras sedutoras. Ó estranha existência!!

Estou num reduto de tormento eterno. Não há mais caminhos limpos. Minha face já exibe os vincos da exaustão. O sol está embaçado nos meus olhos. O amor em meu viver são raízes mortas e arrancadas. Desistência agora é sinônimo de um pensamento e sentimento que habita na penumbra do meu ser.

Caxias -MA, 12 de julho de 2014.



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domingo, 23 de março de 2014

RECOMEÇAR DE NOVO

RECOMEÇAR DE NOVO
Elany Morais

Ainda me resta tempo para um recomeço? No silêncio das horas, sinto renascer meu gosto de luta e combate. Um combate apenas aqui dentro. Primeiro, faz-me necessário arrumar o interior da casa, dessa forma, começo jogando calma em cima de meu rumor obscuro que aflige minha alma. Se ainda há caminhos para o recomeço, estou a postos, limpando manchas teimosas. Cortando ervas daninhas que nasceram pelo meu descuido.

Reaprender é preciso para continuar a navegar nesse mar da vida. Construir-me-ão com peças falsas, com "verdades" mentirosas. Quiseram fazer de mim escrava de mim mesma. Mas refazer-me é possível. Na paciência e no aconchego, vou remendando-me, eliminando os espinhos que perfura o espírito insipiente dessa alma que quase deixou de ser vivente.

Se me permite o renovar, vou polindo-me. Desfazendo dos enganos que me fizeram acreditar. Agora sei que nasci para cear com a felicidade e, não para seguir estradas que o outro insiste em me apontar.

Refazendo-me estou, na paciência. Pois tentaram fazer-me demente, porém minha teimosia faz de mim aguerrida na luta para  quebrar todas as correntes e tornar-me livre de corpo, alma e mente. Quero liberdade, esta  que o destino quis tirar de mim, mas , dentro de mim, flutua a serenidade.

Faço-me acreditar: ainda posso recomeçar.

Caxias - MA, 23 de março de 2014.

 
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domingo, 2 de fevereiro de 2014

PORTAS FECHADAS


Dessa vida não tive mais do que isto:
Cegueira nos jardins e nas alvoradas,
Só tive noites caladas, frias e sombrias
E muitas e muitas portas fechadas!

Dessa vida não tive mais do que isto:
Mares de dores, desencantos e ilusão,
Amor que por mim nunca seria visto
E a fantasia de um som de uma canção.

Dessa vida não tive mais do que isto:
Um não-gesto de me abrir fechadura,
Ausência de ser humano bem quisto,
E mentiras que não me trazem a cura!!

Elany Morais

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