Sou educadora e escritora

sexta-feira, 19 de maio de 2017

O IDIOTA

O IDIOTA
Por Elany Morais

A proliferação da idiotice é um fenômeno assustador. O idiota parece ocupar todos os espaços. Ele cresce, espalha-se, ramifica-se e lança seus tentáculos para todas as direções.

O idiota é aquele que se faz especialista no movimento de rotação. Seu próprio eixo são as únicas portas ou orifícios apresentáveis aos olhos dele. Comporta-se como se o mundo estivesse a seu serviço sem nada cobrar. O óbvio é seu esquema preferido. A projeção do futuro não faz parte de seus projetos. A racionalidade para o idiota é campo sem pouso...

Há legiões de idiotas. Em cada esquina, ouve-se o grito desconexo de sua atuação. A realidade externa jamais será o seu cenário. Suas opiniões não têm fronteiras.

O idiota despreza valores imprescindíveis à harmonia e o progresso social. Ele coleciona agulhas afiadas para lançar em suas fantasias desgostosas. Será que o próprio idiota é seu porto seguro ou ele é alheio a si mesmo?

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

PARTIDA

Barco pronto para  o nada absoluto.
Mas enquanto brilha sol e lua
nunca se pode fazer tudo.
E agora? O que nos sobra?
 O impulso de viver!
 Aqui, tem-se os outros e a
teia da esperança.
A competência existencial
 me soltou a mão?
Esta travessia aqui é boa
e nunca é bom sair dela!

Elany Morais

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quinta-feira, 27 de abril de 2017

O IMPOSSÍVEL

Por Elany Morais


Não pode ser bonita a impossibilidade.
É arbitrária, mas não é um fato.
O inexplicável, o indesdobrável pode
ser possível.
O trágico não é a última porta.
Pés no chão, braços soltos... O impossível não é
fechado.
Parte, que se pode!
O impossível não me sacia, não me basta!
Vou porque se pode!
Ah, entusiamos juvenis bradam
como sinos no deserto!
Levanta, corre, parte, porque se pode!

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

O HIPÓCRITA


Por Elany Morais

A hipocrisia é o manto de mentiras que serve para cobrir ou ocultar a selvageria do hipócrita.

Há muitas infâmias interiores, e a hipocrisia é uma delas. A escuridão é o mapa do cérebro do hipócrita. A face deste é sempre um prenúncio de uma composição criminosa. O hipócrita estar- sempre- a fabricar uma falsa perfeição sobre o pilar da crueldade. Seus afagos são punhais em nossa carne. Suas palavras são vômitos. Sua gentileza é sempre uma astúcia disfarçando sua perversidade.
O hipócrita carrega consigo toda odiosidade da hipocrisia. Ele é sempre um traidor que não consegue exercer seu próprio papel, resignando-se a fazer de sua mesquinhez uma suposta enormidade. Como já disse Victor Hugo: " O hipócrita é um titã-anão. " É nauseante a sua impostura!

Como seria bom tanto para o hipócrita quanto para os outros se seus sentimentos e paixões fossem expressões da realidade. O hipócrita propõe modelo de vida para os outros que, pelo qual, não tem esperança nem desejo de segui-lo. Sempre professa virtudes que não possui. A credita que terá vantagens em apenas parecer, em vez de realmente ser. É o ícone da perversão moral.


Isto não servirá de consolo nem de esperança para ninguém: o hipócrita engole sua própria saliva venenosa. Suas mãos são queimadas pelas brasas acesas que atira nos outros. Enfim, as palavras e ações do hipócrita são ecos do seu próprio ser.


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sábado, 25 de março de 2017

O JORNAL ACONTECE


Escrever é falar com quem não vemos, é assumir sua parcela de responsabilidade com o outro e, 
consequentemente, consigo mesmo. Hóspedes Indesejados, de Elany Morais - no Jornal Acontece. Este é um veículo de comunicação que circula na Região Metropolitana do Cariri e nos órgãos governamentais de Fortaleza!. É minha respiração ouvida em outros cantos, de outras formas.





sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O ABUSO DA IMORALIDADE

Por Elany Morais
O abuso da imoralidade é rei que prospera a cada dia. Ele possui alimentos dos mais variados gêneros, que vai desde a empáfia até a falta de empatia. Vê-se, todos os dias, seus discursos aparatosos, mas vazios de verdades. Nele, há uma energia muito forte para tudo aquilo que possa aniquilar ou empobrecer o justo. Tudo - em si - conspira para adoçar e aprimorar a maldade dos maus.

O abuso da imoralidade desenha um cenário cômico e trágico. Mas, infelizmente, não há meios para organizar ou moralizar os que gozam, fazendo mal aos outros. A eles, faltam aptidão para o bem e o bom senso. Nunca desprezam os sentimentos mais vaidosos e estão sempre abdicando de tudo o que há de mais nobre e justo, na alma humana.

Os vaidosos, os traidores, os ambiciosos, os bajuladores, os ásperos, os corruptos, todos eles abusam da imoralidade. Gozam na minha e na sua dor. Sapateiam na miséria e na tristeza de quem quer que seja. São ávidos por ganhos e privilégios, por mentiras e segredos, por ignomínia e soberania.
Diante disso, os justos parecem pertencer a uma comunidade solitária. Sem força na voz, sob os grilhões dos algozes. Mas nada pode ser como se dá, já disse F. Pessoa. Podemos alterar os fatos. E por que não denunciar o mal dos maus?

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

DUPLICIDADE EXISTENCIAL


Elany Morais
Agora, chega a aurora
Onde só havia noite escura,
A lembrança aqui ainda mora
Porque o tempo não costura.

A memória não afugenta tudo
Porque a dor tem pregos funestos
A vida não é só de veludos
E muito menos de lábios honestos.

Não tinha sonhos brilhantes
Nem almejava voos às alturas
Como sentir formas tão puras
Num mundo deselegante?

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