Sou educadora e escritora

domingo, 21 de fevereiro de 2016

MEU ÚLTIMO POEMA



Por Elany Morais 

Se hoje eu ainda compusesse
um poema,
Falaria da vida,
Das águas, dos ventos,
Das profundas feridas,
Das dores, dos lamentos...

Seria meu canto
De alegria, de funeral,
De glória, de repouso,
De alto temporal,
De angústia, de gozo...

Se hoje eu ainda compusesse
um poema,
Seria um embalo no berço,
Tecerá um céu azulado,
Os olhos seriam de repouso
E o grito seria de cansaço!


Caxias - MA, 21 de fevereiro de 2016


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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

SENSIBILIDADE

 SENSIBILIDADE
Por Elany Morais

É isto que nos difere de todos:
Há olhos que na floresta só enxergam
lenha para o fogo!
A praticidade é o que nos falta.
Só sentimos, e o mundo já não nos pertence.
Somos coexistíveis, por isso inventamos
A beleza e o amor que contemplamos.
São nossas lágrimas que formam o desfile de cores!
Só podemos ser pela nossa sensibilidade!
A inteligência nos faria os outros. Mas somos únicos:
Somos o sentir todo todo!


Caxias - MA, 12 DE FEVEREIRO DE 2015.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

VIVER E VIVER

VIVER E VIVER
Por Elany Morais

Meu maior projeto é viver.
Com a teimosia das tartarugas,
Submeto-me à sobrevivência.
Rejeito a minha invisibilidade.
Quero ser por muito tempo.
Até da fenda ferida, espero um futuro.
Não deixarei que a imaginação me lance
Num vazio profundo.


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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

MÁ SORTE

MÁ SORTE
(Por Elany Morais)
És tu que tudo me negas, sorte?
Foste tu que fizeste meu destino
Uma dureza!
As coisas escorrem-me pelos dedos.
Bato no peito, mas teus maus  desígnios
Estão sempre a me alcançar.
Trança-te em mim com tuas benesses
Porque todos os ruídos atingem-me!
Ah, eu quero a luz da sorte
Antes que cedo demais me
Alcance a morte.

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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

LONGO CAMINHO

LONGO CAMINHO
(Por Elany Morais)

De onde veio esse meu caminho?
 Ele é tão cumprido!
 Se vai chegar ao fim, não sei.
 Mas em qualquer instante,
 irei contemplar o brilho do mar.

Por dentro desse caminho
Há mágoas e sonhos
E coisas que vibram num mundo
De feras.

Quantas névoas aqui podem
Me enganar?
Nessas léguas longas não

Posso dormir nem descansar.

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sábado, 16 de janeiro de 2016

CANALHA

O CANALHA
(Por Elany Morais)

O canalha é sempre alguém que nos cobre de insultos e de escárnio, como é de sua própria condição de canalha. Por isso, diante da canalhada, não podemos ser pessoas de pensamentos ou consciência simples e comum. Mas, é importante saber que todo canalha tem uma história de canalhice de quem o tornou canalha. Certamente, não é tão fácil identificar o canalha, porque sua marca não está face, mas sim, na alma.

O canalha possui um talento espantoso para iludir. Ele não anda, desfila - com uma elegância extraordinária. O canalha vive a se expandir por aqui, por ali, em todo ou em qualquer lugar, portanto, cuidado com o canalha.

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