Sou educadora e escritora

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sexta-feira, 15 de julho de 2016

FALSA


Por Elany Morais

Não vês que teu sorriso é falso, desalmada?
Assim, pensas que estar a enganar alguém?
Antes, eu via tua face pura e consternada,
Mas hoje, já não enganas mais ninguém!
Tens olhar duro, cortante e persistente,
Com sombras tristes e vis abstrações,
Abrigas tanto fel no peito, diz o que não sente,
Soam falsas todas as tuas expressões!
E eu que já dei a vida por cada teu suspiro
Era amor de mocidade, cheio de crenças vãs
Hoje eu vivo e talvez até prefiro
Acreditar que eu não tinha uma mente sã!

Todos os direitos são reservados a Elany Morais

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

FACES

FACESElany Morais

Talvez eu não seja mulher de fases,
Mas sou de múltiplas faces!
Como ser única em um mundo múltiplo?
Posso não ser completa,
Mas sou  esperta,
Quando deixo certas normas com tanta pressa!
Normas que me punem, que amarram minha liberdade,
Que me privam da leveza ou de toda e qualquer verdade!

Tenho faces, sim!
 Elas são compostas de multiplicidades,
Pois de tudo nelas há:
O amor, o ódio, a castidade, a sedução...
Mas acima de tudo, a imperfeição!
Assim,  não hás de pensar
Nem querer de mim aquilo que não posso dar.

Caxias - MA, 03 de outubro de 2014.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

A MORTE DA ESPERANÇA

A MORTE DA ESPERANÇA
Elany Morais

Sucessões de dias, merecidos ao esquecimento. Com eles, vem minha suprema loucura: a esperança em seu aniquilamento. Em lágrimas, acendi a fogueira e pus fogo em minhas crenças. Em que ainda posso crer? No amor? Não! Este embota minha visão, fazendo-me vê as coisas, da forma como elas não são. Por isso, não me cabe mais suavizar nenhuma ilusão, pois vejo que a humanidade estagnou-se na evolução.
...
Parece-me que tudo já foi moldado à impureza e ao desgosto. Fazendo das lágrimas a evasão para a dor. É inútil acreditar que o mundo será salvo pela ilusão do amor, pois a terra encontra-se sobreposta de ódio, indiferença, fracasso e, sobretudo, de amargor.
Atarefo-me. Reúno meus pensamentos sobre o mundo. Meus passos desvanecem-se como o vapor febril do corpo em seu ardor. As veias enchem-se de desesperanças, desfazendo-se dos futuros, das fantasias, das alianças e das esperanças de qualquer bonança.
Com olhos resignados, vejo parques floridos de melancolia. O mundo ganha forma de pesadelo . O vazio se abre sob gritos, gemidos e apelos. O cenário se colore de palavras duvidosas, as almas imorais não conseguem se conter, corpos extenuador deixam de perceber que a vida de outra forma nunca há de ser.
Todos, com sua lacuna, correm, sem visões claras de sua falência, tentando uma cura impossível de sua eterna demência. Proclamam que querem o bem, mas se aconchegam nos braços do mal, fazendo deste algo imprescindível como se fosse uma atitude banal.

Caxias - MA, 20 de setembro de 2014.

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domingo, 6 de abril de 2014

LINHA TÊNUE

LINHA TÊNUE
Elany Morais

Entre o amor e o desejo
Proibições são tolas e vãs
Entre o ódio e o amor
Há um fio que não vejo,
Mas fere todas as mentes sãs!

Entre a razão e o desejo
Não há qualquer esperança,
A emoção aproveita sempre o ensejo
E a vida se torna uma pura lambança.

Caxias- MA, 06 de abril de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais
 

terça-feira, 1 de abril de 2014

POR HOJE

POR HOJE
Elany Morais
 
Hoje amanheci limpa,
sem as dores de ontem. 

Hoje, o ódio não petrificará
minha face.
 
Não dormirei mais dentro
da batalha.
 
Agora, amar o transitório é
minha saída.
 
A inconveniência não mais
me culpará.
 
Sairei, sem pedir licença,
sem mágoa.
 
Caxias - MA, 01 de abril de 2014.
 
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