Sou educadora e escritora

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domingo, 23 de junho de 2019

ENGANAM-SE


Por Elany Morais
Que bicho é esse que engana o próximo e até a si mesmo? Suas vozes públicas são sempre vestidas de motivos nobres e espirituais. Mas... São apenas palavras artificiosas, porque isso tudo quase nunca é verdade!
Para muitos, viver sem mentiras é impossível. Talvez a fraude seja a própria vida deles. Pois, uma vez lançada a primeira mentira, faz -se necessário muitas outras para sustentar a primeira.
Quando a falsidade passou a viver numa casa em que nunca deveria ser sua? De certo que as mentiras perversas estão enraizadas no ser dos mestres na arte de enganar. Quanto, a mim, não faço passeio afetivo em nenhum tipo de embuste. Na verdade, nunca fui afeita a essas artimanhas ordinárias. Não vejo grandeza nelas. Que condições terei de sobreviver num solo onde minhas raízes não conseguem se fincar? Não sei viver de mentiras. Nasci assim? Há muitas teorias sobre isso...
Cuidado! Um coração não pode se precipitar no mundo dos ardilosos! Suas palavras são sempre flores envenenadas. (Haverão de prestar conta disso? Não sei. Estou atrasada em muitos campos, mas também sei de coisas que nem sei que sei). Haverá muitas impossibilidades de serem o que dizem que é. Metade das coisas que fazem não podem contar. Provavelmente nem sabem quem são.

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domingo, 10 de dezembro de 2017

FALSO MORALISMO

Por Elany Morais
Cada vez que me pregas lição de moral
Como se não houvesse imoralidade em ti,
Minha rebeldia obriga-te a despertar 
De tua embriaguez!
No meu território, não morfam velhas crenças
Que deixam todos enlutados, de olhos vazios.
Aqui, o que arrancam lágrimas são uivos de prazer,
Sem imagens cadavéricas ou qualquer sombra de culpa.
A tua imoralidade oculta apaga teu apetite.
Então, não me venhas com rosneiros falsos.
Essa erva não vem da verdade!
Que o prazer estale em nossos corações
Arrastando a verdade para todo mundo!

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sexta-feira, 15 de julho de 2016

FALSA


Por Elany Morais

Não vês que teu sorriso é falso, desalmada?
Assim, pensas que estar a enganar alguém?
Antes, eu via tua face pura e consternada,
Mas hoje, já não enganas mais ninguém!
Tens olhar duro, cortante e persistente,
Com sombras tristes e vis abstrações,
Abrigas tanto fel no peito, diz o que não sente,
Soam falsas todas as tuas expressões!
E eu que já dei a vida por cada teu suspiro
Era amor de mocidade, cheio de crenças vãs
Hoje eu vivo e talvez até prefiro
Acreditar que eu não tinha uma mente sã!

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terça-feira, 7 de abril de 2015

SER AMIGO

SER AMIGO
Elany Morais

O mundo é grande. Nele tem arte. A arte é grande. Ser amigo também é arte. Amigos vários, vários amigos, mentiras à parte. Ser amigos de todos e todos serem amigos  é coisa que tem disfarce. Embora queira ou querendo não, não é possível ser amigo de muitos ou  de qualquer cidadão.

Hoje, dizer que é amigo é ação de fácil execução. Dessa forma, a amizade faz casinha apenas nas palavras.  Mas para ser amigo de verdade e de boa qualidade é preciso desamesquinhar a alma, é necessário amar o outro  e levar consigo todas do bagagens do amor , como dedicação, partilha, compreensão, elogios, exaltação...

É preciso dizer que ser amigo não é se dá bem com toda gente de riso falso e fácil. Ser bom amigo é ser amigos de poucos, sem medo, sem reserva e sem olhos no bolso... Se precisamos ter habilidades para construir a arte da amizade, também temos que ter para identificar nosso pífios inimigos. É puro engano de alguém dizer que não tem inimigos. Todos temos, mas nem sempre conseguimos reconhecê-los porque muitos deles se arrastam em nosso rastros como serpentes, são lisos, escorregadios e até fiéis, fiéis em sua inimizade.

E os colegas? Temos colegas amigos e aqueles que são piores do que os inimigos. Pois, nunca esperamos lealdade destes, quando o escuro deles se manisfesta, já estamos com nossas luzes acesas para não nos deixamos contaminar com sua sombra maligna. Já os colegas que se vestem em capas de amigos, ah, esses traem, conspiram, planejam, sujam nossos tapetes, furam nossos olhos, vendem nossa carne, nosso sangue e fazem contrato com nossa alma.

Nessa vida, ter amigos é imprescindível, por isso, faz-se necessário escolhermos  as pessoas para sermos amigos,  a fim de que tenhamos amigos de verdade e de boa qualidade.


Caxias - MA, 07 de abril de 2015.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

AINDA HÁ MORADA NOS CÉUS

AINDA HÁ MORADA NOS CÉUS?
Elany Morais

A existência de um mundo de espinhos não é crença,
Há rumos tortuosos, tormentos, mares sem águas mansas,
Dor, desconsolos e caminhos por onde os maus fugiram...
 Ainda há horizontes brilhantes nos olhos de qualquer criança?

Quantas hostilidades há nas mãos de toda essa gente?
Será que no Reino de Deus ainda existe alguma morada?
Há um mundo de hipocrisias e risos que não é de gente santa,
É um habitat de fome, misérias, intrigas e mais nada!!

Nesse mundo, os risos escondem falsidades e dor
Onde a maldade se prolifera, desativando o amor,
Será que ainda existem alguma morada nos céus?

Há muitos planos secretos de gente que não é santa,
Com tantos falsos cidadão, o que mais me encanta?
Será que ainda existe alguma morada no Reino de Deus?

Caxias - MA, 15 de fevereiro de 2015.

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terça-feira, 28 de outubro de 2014

INTOLERÂNCIA

INTOLERÂNCIAElany Morais

Antes não era em branco
As cartas não eram sobre a mesa
De tudo havia na cabeça
Mas se faziam de falso santos.

Agora ainda fazem uso da hipocrisia,
Não se importando com quem chora tanto
Mesmo que na mesa a taça esteja vazia
E a sua vida seja um mar de pranto!

Caxias - MA, 28 de outubro de 2014.

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sábado, 27 de setembro de 2014

A MESQUINHEZ HUMANA
Elany Morais

O homem cuida de vestir-se de tais mesquinhezes: quer todo quinhão somente para si. Diz que ama tudo que não ama nada. Disfarça a mentira de verdade. Proclama sua existência sem nada fazer, querendo, nas inúteis das horas, parecer sem ser. Além disso, quer o que não há de convir e almeja o falso poder para apenas a superioridade sentir.
...
Assim o homem traça seu caminho com falsa sabedoria. Em sono brando, sela união com a astuta vaidade, vive criando tantas outras alegorias, mas não reconhece o bem porque usa a venda da maldade. Vangloria-se de limitar a felicidade alheia com um advérbio, sem se lembrar que a composição do coração é algo a todos comum e joga, na vala, o corpo do semelhante, sem piedade, sem respeito ou temor algum.

Caxias - MA, 27 setembro de 2014.

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domingo, 14 de setembro de 2014

DISSIMULAÇÃO

DISSIMULAÇÃO
Elany Morais

Infelizmente, existem os parcos na vida
Uns vendam os olhos, outros dopam-se.
Eu sorvo a realidade doída e fria!
Não assino contrato falseado,
Não finjo uma regateira alegria.
Estou farta dos faz-de-conta
Que põem suas falsetas em suas próprias contas! 
Recuso essas baixezas!
 Um dia a morte dará fim em todas essas certezas!

Caxias - MA, 14 de setembro de 2014.

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sábado, 12 de julho de 2014

FALSAS PROMESSAS

FALSAS PROMESSAS
Elany Morais

Meu coração está constrangido com falsas palavras, com falsas promessas. Meu riso está amargurado com a hipocrisia dos falsos olhos que me contemplaram. Meu espírito se apavora com a ferocidade a falsidade qu...e me rodeiam.

Estou numa selva de lobos ferozes? Há raivas ansiosas para me esmagarem como se eu fosse pedras. Quem haverá de me proteger? Minha verdade é nua. Talvez o dia do meu nascimento foi riscado do calendário. Querem fazer casaco de minha pele. Onde protejo minha cabeça? Meus ouvidos querem acreditar em tudo, mas quase tudo é falácia, é embuste...

Minhas esperanças foram rasgadas e feridas. Minhas vontades estão paradas como barco sem vela. Meus braços estão sem força, minhas pernas estão cansadas de tédio. As palavras mentirosas desfibraram a camada mais profunda de minha pele.

Talvez eu esteja vivendo apenas de enredo, pois não há perdão para meu pouso aqui, na terra dos falsos amores. Pedras em minha direção são lançadas. Faltam-me escudos. Minhas forças estão dispersas. Fui condenada ao eterno rodopio das mentiras sedutoras. Ó estranha existência!!

Estou num reduto de tormento eterno. Não há mais caminhos limpos. Minha face já exibe os vincos da exaustão. O sol está embaçado nos meus olhos. O amor em meu viver são raízes mortas e arrancadas. Desistência agora é sinônimo de um pensamento e sentimento que habita na penumbra do meu ser.

Caxias -MA, 12 de julho de 2014.



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quinta-feira, 26 de junho de 2014

VAZIO

VAZIO
Elany Morais

Um dia, mais outro dia... E de repente, a taça cheia, não de vinho, mas talvez de areia. E ela se ergue aos meus confusos sentidos, transbordando de nada, ao som dos meus tristes gemidos. E assim, os olhos perdidos, convencidos da falsa promessa do esperado paraíso. Esse paraíso que todos sonham com a glória do amor, mas a verdade cortante cisma em mostrar o reino lodoso de apenas dor.

De braços estendidos, com a esperança vencida, os inimigos pensamentos declaram notícia de que os dias felizes já foram perdidos. E como peixe perdido na areia do amar, só resta a morte lançar sua face para tudo findar.

Esse é o destino de quem quer a vida no amor encontrar, pois o amor do outro é faca afiada pronta querendo cortar. E corta os pulsos, a carne e o destino, deixando a vida entregue para o algoz comandar.

Caxias -MA, 26 de junho de 2014.

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

FALSIDADE

Somos um tanto indecentes
Temos qualidades confusas
Com falsidades diferentes.

Pessoas querem parecer
Deveras o que não são
O espírito vem  padecer
Com desordem de visão.

Receia-se mostrar-se falso
É necessário tal equilíbrio
Mas o bem está no encalço
A guerrear contra o martírio.

Elany Morais
 
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

RECUSA

Eu vivo de recusas. Recuso-me à passividade do vácuo, às dores imune às morfinas, ao beijo permitido, ao silêncio do gozo, ao som do choro, à sutiliza da confissão amorosa, às portas fechadas e à boca calada...

Recuso tudo e mais um pouco, recuso a minha condição terrestre, ao  choro noturno, ao vento que parte, à flor que murcha, o indigesto embuste, ao abandono de mim e ao meu temido fim.

E assim vou recusando o que me desabona, o que me faz padecer e tudo que mina minha vontade de viver.

Se me permite, vou recusar aos risos de conveniências,  ao voo protelado, à  espera insana, à pressa felina, a lentidão preguiçosa, o sussurro maldoso e qualquer ideia imposta.

Elany Morais

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