Sou educadora e escritora

Mostrando postagens com marcador abismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador abismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

ADEUS

ADEUS
Elany Morais

Se partiste de mim um dia
Sem ouvir meu desvairado apelo,
Levando-me ao mais terrível pesadelo,
Deixando-me em completa agonia

Foi por eu não te tratar com desvelo,
Pois não fiz tudo o que a mim cabia,
Ofereci-te uma alma indiferente e fria
Como se fosse uma forma de gelo!

Meu ser esquivo levou-me ao abismo,
À solidão e ao desgosto profundo,
Sem esperança de qualquer heroísmo!

Sem ti, vivo no mais total desconforto,
Tal qual um espírito moribundo
Com alma e corpo já quase morto!

Caxias - MA, 29 de dezembro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


sábado, 18 de outubro de 2014

UM GESTO FRIO
Elany Morais

De longe, fez-me um sinal
Com um gesto meio estranho,...
Sem dizer coisa e tal
De uma frieza sem tamanho!


Ao ver isso, eu mesma cismo
Que há um gesto a granel,
Sem uma doçura de mel
Que me leva ao abismo!!

Ela parecia uma imagem antiga
Que eu tentava esquecer
De uma impiedosa amiga
Que me fizera sofrer!

Caxias - MA, 18 de outubro de 2014.
 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

CAVALO ALADO

CAVALO ALADO
Elany Morais

Eu vi duas fendas e  um cavalo alado
Sem sela, veloz como um corisco,
Imperioso, arredio e meio arisco,
Em movimentos como se dançasse um fado.

Ele voava planícies e reino gelado,
Exibia na boca os vestígios de petisco,
Com fino papel e um rabisco,
Salvando um espírito acorrentado!
Esse não foi o único episódio
Que vi com os olhos espantados
Onde um cavalo subia ao pódio
Por salvar um espírito acorrentado.

Caxias - MA, 09 de setembro de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 22 de julho de 2014

NÃO É PRECISO

 NÃO É PRECISO
Elany Morais

Preciso aprender coisas  que todos sabem:
Jogar a voz no abismo,
Dar flores para quem não vê nem sente,
Pensar com o que não está em mim,
Segredar o que não é meu,
Estranhar, com pavor, a verdade,
Ser pouco na noite,
Escrever apenas no papel, sem fazer uso das estrelas,
Sorrir amarelo,
Pisotear as costas da alma,
Abandonar o meu em prol do que é teu,
Coroar somente o palpável.
Não, há coisas que não se precisa saber.
Vou ali, jogar a voz para o alto
E fazer a vida valer.

Caxias - MA, 22 de julho de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

ABISMOS DA ALMA

A tristeza tem um poder infinitoSe não conhece não tente encontrar
Com a sombra da morte vem buscar
Deixando qualquer espírito aflito.

Os seus abismos tristes sempre fito
Mas não sei em que fim vai dar
É tanta dor que não vai parar
É nesse fim que então medito.

Com dores deixo tudo até as flores
Nada em mim  mais cabe
Pois só existe somente dores.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 3 de novembro de 2013

ABISMO

Num instante, minha alma vagueou pelo abismo sem fim. A dor beijou minha face mámorea. Minhas ideias, minhas emoções ficaram em desalinho. Meu corpo cativo deixou se cair inerte,sem força, sem brilho e sem brio.

Em vão,tentei asfixiar todos os meus sentimentos. A exaustão me venceu, levou-me ao chão. Mas como herdei o espírito da fênix, ressurgi cambaleante,mas viva, com as malas prontas para recomeçar a viver e ver todas as cores que no mundo existem.

Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ABANDONO DO EU

Quero sair de mim,explodir.Um vácuo se abriu,e minha alma caiu nas desventura.Como não me enconomizei,esgotei-me.Não sei andar vazia.Guardei no interior da minha gaveta à sete chaves,minha felicidade ilusória.Não te amo mais,mas também não tenho ódio.Estou vazia.Não sinto nada.Meu silêncio diz tudo.Foi-se as palavras amorosas.Foi-se minha euforia.Foi-se meu riso fácil.Foi-se tudo.Só resta o silêncio surdo,mudo,frio,indifente...

Elany Morais


Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 22 de setembro de 2013

VÁCUO



No silêncio da noite meu choro se faz ouvir.
Esvazio o peito de desejos desconexos.
A alma aflita mastiga o mundo a ruir.

No silêncio da noite a solidão se faz sentir.
Esvazio o abismo de saudades sem fim.
A alma forte faz a tristeza fugir.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais