Sou educadora e escritora

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domingo, 10 de dezembro de 2017

FALSO MORALISMO

Por Elany Morais
Cada vez que me pregas lição de moral
Como se não houvesse imoralidade em ti,
Minha rebeldia obriga-te a despertar 
De tua embriaguez!
No meu território, não morfam velhas crenças
Que deixam todos enlutados, de olhos vazios.
Aqui, o que arrancam lágrimas são uivos de prazer,
Sem imagens cadavéricas ou qualquer sombra de culpa.
A tua imoralidade oculta apaga teu apetite.
Então, não me venhas com rosneiros falsos.
Essa erva não vem da verdade!
Que o prazer estale em nossos corações
Arrastando a verdade para todo mundo!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sexta-feira, 11 de julho de 2014

IN- RECIPROCIDADE

IN- RECIPROCIDADE
Elany Morais

Teu coração leviano pisoteia minhas crenças, levando-me a muitos enganos. Agora, meu sono magoado não apaga minhas cicatrizes, minando, assim, meu espírito sossegado. Tu te achegas a mim, com linhas sem limites, limpando minhas lembrança que na minha cama tu dormiste.

A treva lançou o véu sobre nós, quando fechaste teus braços para meu corpo em desalento. Minhas esperanças foi a deslizar sorrateiramente para o abismo sem fim. Foi então que a noite cresceu no nosso mundo. Meu olhar não invadiu tuas paredes. Minha luz estar a agonizar.

Quanto desejo meu! Mas não apertaste meu peito contra o teu. Minha vontade desvairada buscou teus gemidos, mas volteou em vão, palavras ,que provinham de tua boca, vinham sempre carregadas de nãos. Foi uma desventura, pois tornaste uma densa neblina, nessa minha vida de amargura.

Meu vigor agoniza. Minha espera em cinzas se torna. Tu não vens, tua indiferença ultrapassa o além. Nenhuma luz mostra teus desejos. Tua frieza desafortunou meu amor. Na solidão noturna, tu fechaste os caminhos que me levariam até a ti. Resta-me, apenas, lavar meus desejos nas águas correntes do rio.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 3 de novembro de 2013

MUDE-ME

Leve-me daqui em suas asas. Não me deixe pensar, não me deixe desacreditar no que não acredito. Diz-me que o fim não é aqui nem ali. Convence-me de que o ofício de viver não é tão pesado. Conta-me uma história com um final feliz. Cante a canção da vida que me espera. Vira-me do avesso. Veja o que é imperceptível em mim. Cubra-me de espelhos. Desfaz minhas imagens tortas. Abra suas asas, guarde-me nelas. Mude o ritmo de meu sangue. Abra um novo espetáculo para meu viver. Desfia os fios com minhas mãos. Beija minha face pálida. Improvisa meu enredo. Plante a certeza em mim. Cega-te para minhas descrenças. Abra uma nova janela para meus olhos. Aumenta meu ouvir. Corta meus nós. Abra todas as caixas dos meus segredos. Atenua minhas expectativas do que não será. Joga pó em minhas lembranças obscenas. Ouve meu clamor protecional. Retira o amargo de minha saliva. Adormece minha ilusão porque estou despertando do sono que me lançaram.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

MUDE

Abandona a luz da estrela morta! Nossos olhos já estão cansados de amargura e dor.  Solta a nau! Olha as ervas! Veja o adormecer do sol! Deixa para trás o silêncio das trevas! Não
se acessora  a trapos. Não se prenda a inúteis fatos.

Para o labirinto não há jeito mesmo que ele seja de espelho. Não te abraces a reflexos. Vais deixar os braços crescerem de medo? Os sofrimentos podem nos arrastar. Vais deixar secar a força dos teus músculos? O inevitável chega.  Poupa tua alma dos desastres. Ria com tua verdadeira face.

Levanta! Chega de chegar ao som de qualquer lugar. Esquece a melancolia dos adeuses. Veja os beirais dos bem-te-vis, beleza tal qual nunca vi. Olha para o ridículo com indiferença. Ama o bem da vida sem renegar as tuas crenças.

Elany Morais

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ALMA MULTIFACETADA


Não mais me disponibilizo a desvendar as facetas da minha alma. Percepção das profundezas daquilo que habita em mim é indivisível.Não há uma linha sem mácula nesse recôndito inacessível. É utopia ajustar as gavetas do meu ser.Tudo reside fora do seu suposto lugar.Nada presente é descartável.Ninguém acompanha minha multiplicidade.Minhas crenças são fragmentadas.
A linguagem de minha alma é incompreensível.Passos largos se distanciam de mim.Minhas angústias são mistérios,meu exagero assusta as almas simplórias.O mínimo me aborrece,vilipendia-me.Torno-me mar-fechado.
Elany Morais

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