Sou educadora e escritora

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

PARTIDA DÓI


Por Elany Morais
Toda partida dói.
Meu peito desfigurou-se
com tua partida e, agora?
O que será de mim, sem ti,
sem nada?
No dia em que os céus
abriram os braços para
te abraçar, para te alcançar,
meu coração chorou, feriu,
sangrou...
A vida sem ti ficou
desenhada numa linha
severa para quem tem
coração dentro do peito.
Aos prantos, chamo por ti,
mas não me respondes.
E o que me sobra agora é
apenas o terror desse vazio.


Todos os direitos reservados Elany Morais

quarta-feira, 8 de abril de 2015

LAMENTO

LAMENTO
Elany Morais

Vínculo no rosto,
Riso bondoso
Com gesto tosco.

Brios na face,
Sem disfarce
Que o enlace.

Pés não chão,
Terço nas mãos
Pedindo perdão.

Forte vento,
Um sentimento
E um lamento.

Vínculo no rosto,
Um grito rouco,
Um corpo morto.

Caxias - MA, 08 de abril de 2015.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


quinta-feira, 17 de julho de 2014

INFÂNCIA

INFÂNCIA
 Elany Morais

Criança fui, mas nunca muito pedi,
Pois a vida para mim era vazia
Nas fantasias sozinha me perdi,...
Quando a noite escura e fria caía!

À noite, eu ouvia vozes e imagens
Que sempre assim me diziam:
A vida é uma finita passagem
Mas todos nela sempre se viciam.

Criança confundida que eu era
Não conhecia a vida de uma fada
Pois vivia nas garras de uma fera,
Onde amor não valia quase nada.

O céu para mim era um espanto
Pois o mundo de agonia era coberto,
Eu só nadava em mares de pranto
Mas o fim de tal sorte estava perto!

Caxias - MA, 17 de julho de 2014.
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domingo, 6 de julho de 2014

SAUDADE

SAUDADE
Elany Morais

Como não dizer que a saudade é tanta
Parece-me que jamais haverá jeito
Para aliviar a tua ausência aqui no peito
Que de tanto doer minha alma não levanta!

Não sei se esse meu estado é defeito,
Mas talvez o teu espírito se espanta
Com meu lamento preso na garganta
Sempre quando sem ti eu me deito!

Tua ausência é minha tormenta noturna
Porque vivo presa em eternos delírios
Com tuas formas brancas como a bruma

Que nunca se mostra de maneira diurna
Em largos campos, com lindos lírios
Para que possa te sentir como pluma!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

segunda-feira, 30 de junho de 2014

SAUDADE

SAUDADE
Elany Morais

Como não dizer que a saudade é tanta
Parece-me que jamais haverá jeito
Para aliviar a tua ausência aqui no peito...
Que de tanto doer minha alma não levanta!

Não sei se esse meu estado é defeito,
Mas talvez o teu espírito se espanta
Com meu lamento preso na garganta
Sempre quando sem ti eu me deito!

Tua ausência é minha tormenta noturna
Porque vivo presa em eternos delírios
Com tuas formas brancas como a bruma

Que nunca se mostra de maneira diurna
Em largos campos, com lindos lírios
Para que possa te sentir como pluma!

Caxias- MA, 30 de junho de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 21 de maio de 2014

A DOR

A DOR
Elany Morais

A dor tem de suas façanhas.
Uma flecha que fura o mastro,
Um choque de faces,
Uma curva feita sem rastro.

Ela chega, sem aviso prévio.
Te vira do avesso,
Tornando-te cego!

A dor faz esse regaço
Não traz paz,
E se dormir, não passa!

Ela se alimenta de lamento,
Corre no tempo,
E condena-te à vida de tormento.

Caxias - MA, 21 de maio de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

DOR INDECOROSA

Meu silêncio lá de fora implora a poltrona vazia sem muita alegria nessa vida fria. Meu ser aqui dentro chora por viver entre pessoas que pouco me consolam.

Nessa vida malfadada, encontro-me cansada de viver coisas grandiosas apenas pela metade. E sempre chega o momento do meu maior temor, recolho sob meu peito a indecorosa dor. Essa dor causa-me desalento por tantos desgostos e angustiantes pensamentos.
 
Sem muito esperar desse meu viver cheio de pesar, vejo o trem passar sem nada que me alegre e minha alma aflita continua a sonhar  com o que nunca poderá chegar.
 
Elany Morais
 
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A VOLTA DO EU

 
 Depois de mais um voo, meu Eu volta para MIM,ferido, machucado, de asa quebrada. Eu o acolho, acalento-o, restabeleço-o. Afago-o  nos meus braços, a preservá-lo de tantos declínios, de tantos enganos, de tantas desventuras, de tantas mágoas, de tantas angústias...Ele não sabe existir sem amar, sem sonhar, sem fantasiar, sem tentar de realizar o impossível, de querer atingir o inatingível.


 Meu Eu não considera  seus limites, suas verdades limitantes, suas fraquezas incapacitantes. Tem memória débil, sofre de aguda anemia, não teme os corações traiçoeiros, não teme o chão movediço, o buraco sem fundo e  os males do mundo.

Nada o impede de cair plácido em promessas de amores eternos, de vida a dois, de pés colados, lenços dobrados. Mas chora na volta para o seio que lhe guarda, sem aprender a conjugação do verbo sofrer.

Nas suas desventuras, lamenta a vida de tormento, mas não recusa  sorrisos, afagos, beijos e abraços, mesmo que custe dor, desamor até ficar nesse torpor de quem não sente no peito dormente uma grande dor.

Elany Morais

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ENTREGA

Eu me entrego ao compromisso de ser honesta comigo mesma.Partirei sem bagagem alguma.Voarei como ave diurna em busca de alimentos.Não me alimentarei mais de catástrofes.Quero ser envolvida somente nas ondas do amor.Não quero seguir as pegadas de areia.Sigo ao enleio de rescrever a minha própria história.Não afundarei mais meus olhos nos poços cinzentos.Não me prostrarei nas levas de estátuas de ídolos vãos.Minha alma espera serena por um repouso digno de uma alma em conflito.Não me disponho a travessar o mundo veloz em pânico.Não pensarei na sobreposição do tempo sobre a eternidade.Transformarei o espaço ao meu desejo secreto.Lançarei meu nome pelas flechas da tempestade.Refarei fantásticos caminhos floridos.Novas pertubarções não mais me afligirão.Minhas cicatrizes da libertade serão apagadas.Verei o limite de minha derme.Os rochedos se abrirão para minha´passagem.Qualquer ruído será surdo.Meu olhar será mais agudo,penetrará o mundo sem obstáculos.Demolirei tetos. A rua gritará com meus passos.Os quatro cantos da existência serão passeados por meu ser errante.Não se surpreendam se eu cumprimentar os seres de quatro patas.Não será incômodo para mim,ser um ser desasticulado,ilógico, incoerente.Não farei reboliços nas almas que me depararei pela frente.Seguirei na imensidão a passos largos.O sopro do vento me bastará.Ficarei surda diante do lamento lacustre.Desafiarei a morte seca,pegante.A cada dia,minha força será criada,reinventada.O sal da minha inteligência não será petrificado.O fim sem descanso será retardado.

Elany Morais

 
Todos os direitos reservados a Elany Morais