Sou educadora e escritora

sábado, 12 de julho de 2014

FALSAS PROMESSAS

FALSAS PROMESSAS
Elany Morais

Meu coração está constrangido com falsas palavras, com falsas promessas. Meu riso está amargurado com a hipocrisia dos falsos olhos que me contemplaram. Meu espírito se apavora com a ferocidade a falsidade qu...e me rodeiam.

Estou numa selva de lobos ferozes? Há raivas ansiosas para me esmagarem como se eu fosse pedras. Quem haverá de me proteger? Minha verdade é nua. Talvez o dia do meu nascimento foi riscado do calendário. Querem fazer casaco de minha pele. Onde protejo minha cabeça? Meus ouvidos querem acreditar em tudo, mas quase tudo é falácia, é embuste...

Minhas esperanças foram rasgadas e feridas. Minhas vontades estão paradas como barco sem vela. Meus braços estão sem força, minhas pernas estão cansadas de tédio. As palavras mentirosas desfibraram a camada mais profunda de minha pele.

Talvez eu esteja vivendo apenas de enredo, pois não há perdão para meu pouso aqui, na terra dos falsos amores. Pedras em minha direção são lançadas. Faltam-me escudos. Minhas forças estão dispersas. Fui condenada ao eterno rodopio das mentiras sedutoras. Ó estranha existência!!

Estou num reduto de tormento eterno. Não há mais caminhos limpos. Minha face já exibe os vincos da exaustão. O sol está embaçado nos meus olhos. O amor em meu viver são raízes mortas e arrancadas. Desistência agora é sinônimo de um pensamento e sentimento que habita na penumbra do meu ser.

Caxias -MA, 12 de julho de 2014.



Todos os direitos reservados a Elany Morais



sexta-feira, 11 de julho de 2014

IN- RECIPROCIDADE

IN- RECIPROCIDADE
Elany Morais

Teu coração leviano pisoteia minhas crenças, levando-me a muitos enganos. Agora, meu sono magoado não apaga minhas cicatrizes, minando, assim, meu espírito sossegado. Tu te achegas a mim, com linhas sem limites, limpando minhas lembrança que na minha cama tu dormiste.

A treva lançou o véu sobre nós, quando fechaste teus braços para meu corpo em desalento. Minhas esperanças foi a deslizar sorrateiramente para o abismo sem fim. Foi então que a noite cresceu no nosso mundo. Meu olhar não invadiu tuas paredes. Minha luz estar a agonizar.

Quanto desejo meu! Mas não apertaste meu peito contra o teu. Minha vontade desvairada buscou teus gemidos, mas volteou em vão, palavras ,que provinham de tua boca, vinham sempre carregadas de nãos. Foi uma desventura, pois tornaste uma densa neblina, nessa minha vida de amargura.

Meu vigor agoniza. Minha espera em cinzas se torna. Tu não vens, tua indiferença ultrapassa o além. Nenhuma luz mostra teus desejos. Tua frieza desafortunou meu amor. Na solidão noturna, tu fechaste os caminhos que me levariam até a ti. Resta-me, apenas, lavar meus desejos nas águas correntes do rio.
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quinta-feira, 10 de julho de 2014

IRRECUPERÁVEL

IRRECUPERÁVEL
Elany Morais

O que perdeste
voa aos ares.
...
Será eterno
Em ti, deserto.

Mas deve-te acostumar
Com o que não virá mais.

Tua alma gemerá
Pelo que não virá.

Tua boca mal dirá
o que não é teu.

Não terá para ti
o que eternamente morreu.

Caxias – MA, 10 de julho de 2014.
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PERDEMOS

PERDEMOS
Elany Morais

O cenário de nossa existência é pincelado com muitas cores, entre elas está a da "derrota", a da perda. Sim, nessa vida, perdemos, isso durante todo o tempo em que nos consideramos vivos. Existem perdas que podemos impedir ou adiar, contudo, há outras que nada podemos fazer para suprimi-las desse desafio, que é viver.

Quem põe arreios na derrota para galopar sobre ela? Queremos sempre estar acima do sem-fim, do além e, jamais, agasalhar nossos travesseiros sobre o aquém. Apesar disso, a perda vem, abre os braços para nós, sem reserva, porém, nós não a recepcionamos, porque com ela- a perda- ficamos como tronco sem ramos, barco sem porto, ficamos somente com a dor molhada.

Caxias - MA, 10 de julho de 2014.

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Alma Vagante Elany Morais


quarta-feira, 9 de julho de 2014

ADEUS, COPA

ADEUS, COPA
Elany Morais

A Copa ainda não se foi, isso é muito mal.
Adeus esperanças, gritos e alegria,
Não se vê mais faces em euforia....
A gente não pode, é o final.
Vamos voltar aos nossos problemas:
Violência aqui, corrupção ali...
Ao sistema que nos engole de fato...
Não sei se ainda haverá torneio,
Mas dessa Copa já estou de saco cheio.

Caxias -MA, 09 de julho de 2014.


O Deserto Atravessado