Sou educadora e escritora

sábado, 24 de outubro de 2015

IMPERFEIÇÃO

IMPERFEIÇÃO
Por Elany Morais

Eis-me aqui, despida do parco orgulho,
Em busca do ombro que me apoia!
Teus braços são meu porto seguro
E teu coração traz o bem que me sobra!

Já não sou mais de toda ausente,
Minhas memórias descem a escada do tempo,
Sem tua luz, já não serei tão transparente!
O entendimento de mim segue um ritmo lento!

Por que habitar o terror de amar?
A imperfeição me emburrece!
Ou grito só ou ou tudo me emudece!
O que de ti me separa,
No meu entendimento corre e passa,
Deixando o meu amor impuro,
A perder de vista tudo o que poderia ser puro!

Caxias - MA, 24 de outubro de 2015.

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sábado, 17 de outubro de 2015

QUE CORAÇÃO AINDA SABE AMAR?

QUE CORAÇÃO AINDA SABE AMAR?

O que na vida não há de se duvidar?
Foi-se no vento qualquer comunhão,
Resta somente a perguntar:
Amar se cansou nosso coração?

O amor não mais nos sustém?
Que segredos a vida tem?
Rezo contrita, perguntando,
Já presa pela angústia premente
Que amarra a garganta e sufoca a mente,
Se nenhum coração vive mais amando.

Nessa vida, só há vontade,
A crise paralisou todo pensar,
Força ganhou qualquer covarde,
Ninguém já não sabe mais amar?

Elany Morais


Caxias - MA, 17 de outubro de 2015.

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sábado, 10 de outubro de 2015

INDISPOSIÇÃO

INDISPOSIÇÃO
Por Elany Morais

A indisposição será talvez
um cansaço que não se faz passageiro.
Porém, permaneço a me erguer sobre
nuvens que se arrastam.
Embora a indisposição me lace
violentamente, eu canto e subo
como a  luz do sol, obsessiva em
sua direção frontal.

Caxias - MA, 08 de outubro de 2015.


quinta-feira, 8 de outubro de 2015

QUALQUER DIA SE MORRE

QUALQUER DIA SE MORRE
Por Elany Morais

De qualquer forma se morre!
Se não se morre hoje de acidente,
Morre-se amanhã de doença
Ou com um dos piores males
Do mundo: que é a indiferença!

De qualquer forma se morre!
Quem não morre hoje de indiferença?
Qualquer coisa que se sinta ou se pensa
Se for uma verdade secreta
Para o mundo é uma ofensa!

De qualquer forma se morre!
Há quem morra hoje  de indiferença,
Mesmo que as mãos sejam dadas,
Que os corpos hirtos se enlacem,
Mas a ausência é imensa!

De qualquer forma se morre!
Como haverá recompensa,
Se, nesse mundo tão vil,

O amor é uma ofensa?

domingo, 4 de outubro de 2015

FOI-SE A MOCIDADE

FOI-SE A MOCIDADE
Por Elany Morais

A juventude foi-se como um temporal triste,
Levando as nuances que coloriam os dias.
Agora, parece-me que nada mais existe,
A não ser a salvação na fantasia!

E o que ainda me resta?, Eis-me alquebrantada!
Com olhares indiferentes, ai de mim!
Sinto-me agora como pano esfarrapado,
Cheio de buracos, sem o encanto dos jardins.

Hoje, o que me sobra não é o que cobiço,
Pois terreno escuro, indesejado e alagadiço,
Nele, flor alguma se verá desabrochar.

Mas o que o tempo fez jamais será desfeito,
Só me cabe suportar a dor que tem no peito,
E a certeza de que o fim há de chegar!

Caxias- MA, 29 de setembro de 2015.

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terça-feira, 29 de setembro de 2015

BELEZA NATURAL





Absorta ao luar, submersa nos horizontes,
Não deixava de contemplar
As folhas dos pinhais, a imponência dos montes
E as ondas verdes do mar.

Se disso, indiferentes passamos,
Não sentiremos a pureza das flores,
A vida será apenas um caos exteriores
E jamais seremos o que sonhamos.

Sem vida interna, jardins não colheremos
Mesmo que víssemos a aurora nascer.
Solitário no mundo sempre seremos,
Se não deixarmos a beleza interna viver.

Elany Morais

Caxias - MA, 27 de setembro de 2015.


domingo, 27 de setembro de 2015

PEDRA FRIA

PEDRA FRIA
Elany Morais

Eu gosto de sentir na pele
O fogo que de tua boca vem.
Não quero ser como pedra,
Incapaz de amar alguém.

Como não sentir amor,
Se tu navegas em minha vida!
Não quero ser como pedra,
Incapaz de ser ferida.

Minha natureza é te amar.
Estás, em mim, sempre presente.
Não quero ser como pedra
Que nada e nunca sente.

Fico no jogo do amor incerto
Que não me faz em ti segura.
Não quero ser como pedra

Sempre livre da amargura.

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