Sou educadora e escritora

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

MEU ANIVERSÁRIO


Elany Morais
Já começo sentir o peso do tempo.
Vejo minha existência como um magro
Fio de areia numa ampulheta.
Tempo de criança foi uma tempestade
triste, onde os dias não eram de luz
Clara, era apenas um borrão.
Tempo em que os grãos de areias
Emperravam na ampulheta,
Mas foi tempo que passou!
Hoje é meu tempo de jardim,
Mas minha alma está encharcada com
Os borrões de minha mocidade.
Agora, o tempo corre veloz num galope
Que desfaz de algum jeito a dor que
Existe no peito.
E o tempo passa...
Não sei onde o tempo ofendi.
Hoje, meus olhos brilham menos,
Os cabelos de jovem já perdi.
E uma face que tão jovem ontem era,
Uma esperança que tão forte vibrava no coração,
Mas agora é cara que apenas rugas espera!
04 de janeiro, menos um ano de vida para mim! Sou grata por todos esses anos que tenho vivido! Meu desejo é viver muito mais!

sábado, 10 de setembro de 2016

AS LEIS NÃO SE CUMPRIRÃO


Por Elany Morais
Em que época haverá juízo?
Ainda haverá idade senil?
Ou teremos que prostrar
Aos pés do imbecil?
Chegamos ao ápice da loucura!
O belo de ontem, hoje virou feiura!
Caímos em um covil!
Atônitos, vivemos a guerra civil!
Não há mais proibição,
Mentir virou lei do coração!
Quem comporá a letra da canção
Se as leis não se cumprirão?
Não há mais respeito
Para o que é direito!
E se o mundo ficou desse jeito
Pode também ser o meu defeito!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

domingo, 4 de outubro de 2015

FOI-SE A MOCIDADE

FOI-SE A MOCIDADE
Por Elany Morais

A juventude foi-se como um temporal triste,
Levando as nuances que coloriam os dias.
Agora, parece-me que nada mais existe,
A não ser a salvação na fantasia!

E o que ainda me resta?, Eis-me alquebrantada!
Com olhares indiferentes, ai de mim!
Sinto-me agora como pano esfarrapado,
Cheio de buracos, sem o encanto dos jardins.

Hoje, o que me sobra não é o que cobiço,
Pois terreno escuro, indesejado e alagadiço,
Nele, flor alguma se verá desabrochar.

Mas o que o tempo fez jamais será desfeito,
Só me cabe suportar a dor que tem no peito,
E a certeza de que o fim há de chegar!

Caxias- MA, 29 de setembro de 2015.

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

ENVELHEÇO

ENVELHEÇO
Elany Morais

Os dias correm, o espelho grita que envelheço
Que o vento levou quase toda minha mocidade,
Que as marcas do tempo no meu corpo já está impresso,
Que  que dor com pressa no meu ser invade,
Que toda força que ainda me reveste
Sumirá, a me deixar em pleno desespero
Como se nada mais por fim me coubesse
E no fim de tudo não serei mais do que um verme,
Devorado por tantos outros, sem nenhum cuidado,
Sem a certeza de que um dia para o mundo voltarei,
Com um corpo novo, completamente reformado,
E com olhos vivos tudo atenta olharei
Como se todo universo fosse para sempre meu
Sem o temor de que tudo de repente se tornasse o breu!


Caxias - MA, 07 de janeiro de 2014.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O AMOR E A VIDA


O AMOR E A VIDA
Elany Morais

Ainda vive, respira minha alma,
Embora haja entre ela empecilhos,
Mas Deus não abandona seus filhos,
Hei, sim, de herdar uma velhice calma!

O que mais pode me trazer calma?
Sem o amor, a vida não tem brilho,
Não sei por que tanto empecilho,
Impedindo do amor morar na alma!

Dias a fio, faço e refaço rogativa
Para que eu sempre viva
Sobre os braços do amor, na Terra

Sem manchar minhas mãos brancas,
Sem construir fortes trancas
Para impedir que minha alma viva liberta!


Caxias - MA, 24 de dezembro de 2014.

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sábado, 1 de fevereiro de 2014

TRISTE SINA

TRISTE SINA

Não tenho delicadezas faceiras
Meus atos refletem minha alma
Não tenho mais idades fagueiras
Não me restam força nem calma....

Hoje, estou fraca, velha e doente,
Vejo que nenhum braço me cobre,
No leito, sozinha tal qual demente
Sem que nenhum prazer me sobre.

Quem eu amei jamais me acolheu
Só me resta o leito frio do hospital,
Nada nesta vida cruel a mim valeu,
Só trago na memória esse triste mal.

Elany Morais
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

VELHICE

 
Elany Morais

Diferentes dos novos, na sua boca há sempre verdade,
Se a memória não falha, sua sabedoria nunca se perde,
É no falhar de sua força, que perdem vigor e agilidade,...
Mas por ser maduro o ideal de seu amor nunca se mede.

Viver resignadamente para o outro é uma sina da velhice,
Amortece seus próprios desejos em detrimento dos filhos,
Que nessa fase não há nada a perder é uma cruel crendice,
E para usufruírem dos seus direitos existe sério empecilho.

É no fluir da velhice que se perde o alimentado egoísmo,
E aceitando o destino de que a indesejada pode chegar,
Não temendo esse fim é mais um ato de seu heroísmo

Mas desse inevitável caminho ninguém se atreve a falar.
É um pesar para muitos por verem como um cruel abismo,
Sem aceitarem que essa fase da vida todo pessoa vai chegar!

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