O cego em mim se rebela. Quer vê o céu estrelado brilhar, o rio fluir devagar, o mar azul vibrar e a alegria do pássaro a cantar.
A cegueira em mim se desterra, a dor não mais me emperra, o amor nas suas frustrações jamais se encerra, vejo felicidade como sendo obrigação aqui nessa Terra.
Venda na mente não será um por vir, terei caminhos sempre para aonde ir, desfazendo malas sempre que possível para não cair na armadilha do se iludir.
Cegueira de mente sempre causa nos dó, pois a vida será sempre com um pensamento só, a carregar somente a certeza de que terá como futuro certo o destino do pó.
Desfazer-se de vendas é como ficar nu, pois livrará- se de ser um diamante cru para se tornar um ser flexível como a caule do bambu.
Elany Morais
Todos os direitos reservados a Elany Morais
terça-feira, 5 de novembro de 2013
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
VIAGENS
Eu sou retirante, não dos desertos, mas de corações rasos. No ritual dos retiros, saio coberta de saudades, deixando, no peito de cada um, minhas pegadas fixadas.
Débeis corações que não me acolhem, não me ouvem cantar, nem ouvem meu gemer. Como pode um útero raso poder me acolher?
Todos abrem portas por onde não anseio passar, contudo com muita coragem,rumo as malas para em outras terras passear.
Pesares são partir sem rumo certo, deixando amores duvidosos, olhos choros, feridas abertas e peito palpitosos.
Paragem certa não se tem certeza, quem sabe a vida reserva uma janela que permaneça sempre aberta!!
Elany Morais
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Débeis corações que não me acolhem, não me ouvem cantar, nem ouvem meu gemer. Como pode um útero raso poder me acolher?
Todos abrem portas por onde não anseio passar, contudo com muita coragem,rumo as malas para em outras terras passear.
Pesares são partir sem rumo certo, deixando amores duvidosos, olhos choros, feridas abertas e peito palpitosos.
Paragem certa não se tem certeza, quem sabe a vida reserva uma janela que permaneça sempre aberta!!
Elany Morais
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MOVIMENTO
Eu vou ali dançando ao som dos afazeres de todo dia. Nem sempre isso é uma expressão de alegria, mas é preciso evadir de presenciar as lentas horas do passar do dia.
Sigo compondo nesse vai-vem presente a cada amanhecer, com a consciência exausta de que é preciso coragem para poder viver.
Tudo monótono com tom de obrigação, só resta a força que carrega a magia de cada composição de uma bela canção.
Para não se render ao de todo fracasso com o fel de sofrimento, é preciso destreza em aprender a controlar a força que tem nosso pensamento.
Vida é isto: coragem,sofrimento e alegria, mas acreditamos que que tudo termina bem ao fim de todo dia.
Elany Morais
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Sigo compondo nesse vai-vem presente a cada amanhecer, com a consciência exausta de que é preciso coragem para poder viver.
Tudo monótono com tom de obrigação, só resta a força que carrega a magia de cada composição de uma bela canção.
Para não se render ao de todo fracasso com o fel de sofrimento, é preciso destreza em aprender a controlar a força que tem nosso pensamento.
Vida é isto: coragem,sofrimento e alegria, mas acreditamos que que tudo termina bem ao fim de todo dia.
Elany Morais
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domingo, 3 de novembro de 2013
MUDE-ME
Leve-me daqui em suas asas. Não me deixe pensar, não me deixe desacreditar no que não acredito. Diz-me que o fim não é aqui nem ali. Convence-me de que o ofício de viver não é tão pesado. Conta-me uma história com um final feliz. Cante a canção da vida que me espera. Vira-me do avesso. Veja o que é imperceptível em mim. Cubra-me de espelhos. Desfaz minhas imagens tortas. Abra suas asas, guarde-me nelas. Mude o ritmo de meu sangue. Abra um novo espetáculo para meu viver. Desfia os fios com minhas mãos. Beija minha face pálida. Improvisa meu enredo. Plante a certeza em mim. Cega-te para minhas descrenças. Abra uma nova janela para meus olhos. Aumenta meu ouvir. Corta meus nós. Abra todas as caixas dos meus segredos. Atenua minhas expectativas do que não será. Joga pó em minhas lembranças obscenas. Ouve meu clamor protecional. Retira o amargo de minha saliva. Adormece minha ilusão porque estou despertando do sono que me lançaram.
Elany Morais
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Elany Morais
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ABISMO
Num instante, minha alma vagueou pelo abismo sem fim. A dor beijou minha face mámorea. Minhas ideias, minhas emoções ficaram em desalinho. Meu corpo cativo deixou se cair inerte,sem força, sem brilho e sem brio.
Em vão,tentei asfixiar todos os meus sentimentos. A exaustão me venceu, levou-me ao chão. Mas como herdei o espírito da fênix, ressurgi cambaleante,mas viva, com as malas prontas para recomeçar a viver e ver todas as cores que no mundo existem.
Elany Morais
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Em vão,tentei asfixiar todos os meus sentimentos. A exaustão me venceu, levou-me ao chão. Mas como herdei o espírito da fênix, ressurgi cambaleante,mas viva, com as malas prontas para recomeçar a viver e ver todas as cores que no mundo existem.
Elany Morais
PARTIDA 2
O dia amanheceu sombrio, com cheiro de mortos, de adeus, de despedidas.
Mas foi sem despedida que ela se foi, sem batida de porta, sem adeus, sem olhar para atrás. Ficou apenas nossas rosas, nossas juras de amor gravada no papel.
Sua ausência, deixou o vazio, restando apenas a dor de controlar o pensamento delirante, alucinante, abafar os sentimentos, o choro...
A partida trouxe o ritmo diurno sombrio, as folhas murcharam, o canto dos pássaros pareciam uma elegia. Os raios solares curvaram de desalento, o verde desbotou, as águas pararam numa demência mórbida.
Tudo escureceu!!
Elany Morais
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Mas foi sem despedida que ela se foi, sem batida de porta, sem adeus, sem olhar para atrás. Ficou apenas nossas rosas, nossas juras de amor gravada no papel.
Sua ausência, deixou o vazio, restando apenas a dor de controlar o pensamento delirante, alucinante, abafar os sentimentos, o choro...
A partida trouxe o ritmo diurno sombrio, as folhas murcharam, o canto dos pássaros pareciam uma elegia. Os raios solares curvaram de desalento, o verde desbotou, as águas pararam numa demência mórbida.
Tudo escureceu!!
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013
PELE FINA
Aos olhos dos insensíveis, nós os de pele fina, somos ridículos, sim, meramente ridículos.
Fomos lançados ao mundo com uma capacidade perceptiva voraz, alucinante. Nada escapa aos nossos olhos nem aos nossos corações.
Nosso peito vive flechado e o coração amargurado. No amor mergulhamos a mar aberto, doamos tudo, não nos sobrando nada. Nosso sono,muitas vezes, são banhados nas poças de sangue e quase nunca na taças de vinhos.
Flores, pássaros e cantos compõem nosso cenário de eternas delicadezas. A vida para nós é de muita valia, a formiga é um mundo gigante, não pisamos na vida mesmo que seja de uma formiga.
Todos os dias, despedaçamo -nos e nos remendamos, juntamos nosso cacos, tornando -nos colecionadores de cicatrizes.
Elany Morais
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Fomos lançados ao mundo com uma capacidade perceptiva voraz, alucinante. Nada escapa aos nossos olhos nem aos nossos corações.
Nosso peito vive flechado e o coração amargurado. No amor mergulhamos a mar aberto, doamos tudo, não nos sobrando nada. Nosso sono,muitas vezes, são banhados nas poças de sangue e quase nunca na taças de vinhos.
Flores, pássaros e cantos compõem nosso cenário de eternas delicadezas. A vida para nós é de muita valia, a formiga é um mundo gigante, não pisamos na vida mesmo que seja de uma formiga.
Todos os dias, despedaçamo -nos e nos remendamos, juntamos nosso cacos, tornando -nos colecionadores de cicatrizes.
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