Sou educadora e escritora

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sexta-feira, 6 de julho de 2018

MINHAS HORAS PARAM


Por Elany Morais
Minhas horas param, na incoerência dos seres,
E, meu sonho, ao som do violino, se alonga
na sombra de um convento.

São por essas horas de agonia que peço
Ao Senhor noite e dia para que mais
Pessoas não morram sem se amar!

Minhas horas param, embora nasça o sol
Embora nasça o luar!

São nessas horas que como monge
Ponho-me a rezar! E como águia sem
Asas para voar, clamo ao Senhor que
Não mais pessoas morram sem se
Amar!

E como doentes que pedem a Deus
Para sua alma sarar, clamo ao Senhor,
para que não mais pessoas morram sem se amar!

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sábado, 16 de maio de 2015

AMOR RENEGADO

AMOR RENEGADO
Elany Morais

Teus gestos frios, minha vida entristecem.
Por que meu coração não ouve o que digo?
Um tímido riso, e tudo meus sentidos esquecem
E atrás do teu amor, eu aflita, prossigo.

Deixaste-me longe de mim, lívida e triste.
Agora penso que de todas as vezes
Tu nunca as minhas declarações ouviste
De tão fria e desalmada que és.

Se um dia, nesta vida, de repente
Ou em qualquer momento impreciso,
Eu em teus caminhos me fizer ausente,
Tu implorarás ao menos meu sorriso.

Hoje, continuo a ti, humildemente, a falar
Que meu desvelo por ti não é algo fútil.
Meu peito de dor rompe silencioso,
Porque meu amor por ti é  inútil.


Caxias - MA, 16 de maio de 2015.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

TUA AUSÊNCIA

TUA AUSÊNCIA
Elany Morais

Se tu te ausentas, pego-me fria e calada
Feito lábios frios que já foram ardentes
Que fez estremecer corpos hirtos e quentes,
Deixando face flácida imóvel e desmaiada!

Se tu te ausentas, morrem as gargalhadas
Fico muda e imóvel como louca e demente,
Num mundo que sofre, aprisiona e mente,
Sem destino certo ou fiéis estradas!!!

Se tu te ausentas, morro em mansos lagos
Pela falta de teus beijos e doces afagos
Como virgem santa, imaculada e pura!

Se tu te ausentas, torno-me pálida e misteriosa,
Morrem meus desejos e vontades voluptuosas
Como cadáver em plena sepultura!

Caxias - MA, 11 de fevereiro de 2015.

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

O AMOR

O AMOR
Elany Morais

O amor é a raiz da vida.
É alimento do coração,
Mas sempre causa ferida
Se revestido de paixão!
 
Feliz se é quando amamos, 
E logo se esquece do que passou
Fazemos do outro nosso pedaço
Como se algo sempre faltou.
Caxias - MA, 18 de novembro de 2014.
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domingo, 20 de julho de 2014

QUANDO EU MORRER

QUANDO EU MORRER
Elany Morais

Quem me dará flores
Se eu morrer de amores?
...
Haverá alguém em meu
Funeral que ainda de mim
Falará mal.

Será que alguém chorará
Em voz alta?
Quem sentirá minha falta?

Será que existirá alguém que
Lançará a seta na minha alma
De poeta?

Não sei se haverá quem chorará
Timidamente dizendo coisas
Que só a alma sente.

E os covardes?
Ah, esses me maldizerão
Nas belas tardes!!

Só sei que ficarei no escuro
Sem ouvir as ideias dos que
Ficam em cima do muro.

Caxias - MA, 20 de julho de 2014.
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domingo, 29 de junho de 2014

MENINA TRISTE

MENINA TRISTE
Elany Morais

Ah! Que lembrança de menina triste!
Menina pálida que sofreu sozinha,
Mas mesmo sozinha no tempo resiste....

Ainda existe a menina de olhos ausentes
E que a solidão a fez um ser pensativo,
Mas que agora não sabe o que sente.

Não sabe tudo, mas não é menina muda
Porque da vida não herdou quase nada,
Mas que não deixa de desejar quase tudo.

Ah, menina que nunca teve caminho santo,
Enveredou por tudo que existe no mundo,
Mesmo caindo em si por tanto desencanto.

Caxias -MA 29 de junho de 2014

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sábado, 3 de maio de 2014

VIVEREI MEU AMOR

VIVEREI MEU AMOR
Elany Morais

Eu viverei meu amor pacientemente,
Sem cortes, sem buracos consertados,
Vibrarei como fazem dois namorados...
Que no coração o intenso amor sente!

Louvarei meu amor por toda essa gente,
Sem pudor, sem receio ou grito cansado,
Para não deixar meu coração magoado
Por viver uma vida de cuidado ausente!

Caxias- MA, 03 de maio de 2014
 
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

AUSÊNCIA

Hoje, sem muito alento, toco suavemente no silêncio. E como anjo caído  precisando de abrigo, vago na escuridão dos corredores vazios, sem visão perfeita, vejo, nos  meus passos, todos os meus defeitos. E com um riso pisado, abafo qualquer tentativa de despertar desse mal que teima em me assomar.
Apenas uma pergunta gira em minha cabeça: onde estão os que a mim amaram de verdade? No ruir desse mundo, todos se dispersaram, deixando-me esse silêncio profundo. Será que tive apenas visões? Minha alma diz que meus amores foram ilusão, agora encontro-me submersa, nesse turbilhão de emoções.
 
Meus olhos, em colapso, só veem faces lívidas, indiferentes para a dor que, em meu peito, insistentemente, faz-se presente. E o que me resta agora? Acreditar que eu consigo fechar os olhos, e a na ilusão, os que me amam voltem a viver comigo.
 
Elany Morais
 
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

É NATAL



É Natal. E eu como criança desejosa daquilo que não era meu, sobre a rua desamparada,via a felicidade alheia esfregando em minha cara.

Mas aquela felicidade era um tanto intrigante para mim. Ela era enlouquecida. Pirueteavam à minha frente, rostos convulsos, risos desordenados sobre duas ou quatros rodas.

Eu me convencia de que o mundo era um palco de gladiadores. A felicidade alheia poderia dizimar minha existência para sempre. Eu não podia dar aos meus passos preguiçosos um pequeno espaço sem ameaças  da desordem dos que estavam de bem com a vida.

Por alguns instantes, eu tinha a falsa impressão de que eu era o único ser vivente existente no mundo. Por que era Natal? Em frações de segundos, o cenário se transfigurava. O cheiro era de embriaguez.

Eu me sentia sem forças. Eu não era percebida pelos poucos transeuntes que se deleitavam em suas alegrias tempestivas. Mas meus sentidos estavam ligados a tudo. Meu espírito não comemorava vida, pois meus olhos se detinham numa existência que findara.  Sim, uma vida foi ceifada num ambiente festivo. Olhei atentamente para aquele pequeno pássaro, que não era pequeno para minha sensibilidade, ele estava imóvel, ferido, sem vida, estava espalhado, servindo de tapete por quem não enxergava o pulsar do coração do outro. Diante dessa trágica realidade, vi que eu  também era um tapete para aqueles que passaram pelo meu coração, que saíram sem avisar, sem demora. Eu também poderia ficar inerte, gélida, estátua por algumas horas para os que sabiam que eu ainda existia. 

Senti-me impotente perante uma realidade imutável. Mais uma vez, vi a lei da vida jogada na minha cara: o menor sendo devorado pelo maior. Agora, era um passarinho garboso, cheio de vitalidade, que devorava um pequeno inseto. O implorar pela vida nada valia. A comemoração pela captura da presa era clara, exibicionista. O inseto se debatia, mas seu algoz ignorava  sua luta desesperada pelo existir. Rapidamente, mais uma vida partia. Eu não tinha dúvida de que, eu em tempo arrastado, eu também partia para a eterna inexistência.

Elany Morais

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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

DESENCONTRO



 Você chegou, abraçou-me. Parecia que em seus olhos havia amor. Apossou-se de mim. Roubou meu querer. Acorrentou meus passos. Abafou meus desejos. Engoliu-me com falsas promessas. Distraída, foi me perdendo. Perdi meu Eu, minhas... alegrias, minha força, minha coragem... Como papel em branco caminhava meu destino. Nosso falso amor tomou rumo que nem eu sei.

No primeiro sonho, eu era ventania de desejo, você uma geleira imóvel. Eu corria, você desfilava a passos lentos. Eu cantava; você implorava pelo silêncio mórbido. Nossos ritmos eram desencontros. Eu dançava, seus olhos me paralisavam. Eu regava as flores; você despetalava-as. Eu ria; você se assustava. Nossa dança era no descompasso.

Você me fez barquinho de papel em alto mar. Eu queria seus braços; você me soltou. Compus minhas canções, você as desprezou. Eu me sentia a noite de verão mais sedutora; e você dormia em meu luar. Eu narrava o mais lindo conto de fada; você vacilava. Eu juntava os fios; você os separava... Assim a minha luz se enfraquecia. Eu levantava. Continuava a procurar o seu caminho, os seus laços e abraços. Tudo em vão. Você escorregava. Desamparava-me. Não me encontrava. Eu continuava forasteira em sua morada. Enquanto eu queria que fosse minha coleira, você me enforcava e me jogava na poeira.

Eu sucumbia a cada anoitecer e amanhecer. Minha vida era um deserto. Você levava embora minha paz, minha dignidade. Não me sobrava nada, nem as lembranças dos enganos de amor. Eu estava nua de desejos, de carinhos... Minha alma secava a olhos vistos. Meus lábios tornaram-se preguiçosos. Minhas mãos esqueceram os suaves toques, meu corpo esqueceu as carícias e eu já não era mais nenhuma flor vermelha.

Elany Morais
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terça-feira, 26 de novembro de 2013

AUSÊNCIA MATERNA

A te esperar eu ficava no silêncio da noite;
Como chuva copiosa minhas lágrimas rolavam;
Desespero, tristeza, medo de sofreres o açoite;
A fraqueza, inocência, abandono me abraçavam.

A gritar teu nome não ouvias;
A certeza do vazio chegava;
Desamparada na vida me via;
Sem mãe, sem ninguém me encontrava.

Meus pés pequeninos caminhavam;
Num rumo um tanto incerto;
Vozes, aconchego não chegavam;
Para me garantir o caminho certo.

Elany Morais

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sábado, 16 de novembro de 2013

PERDA

O tempo não se exime de sua desforra.  Deixa pergunta sem respostas. Por despeito, não apagou  a lembrança de quando foste embora. Nós, que já estávamos livres das amarras, tua liberdade se perdeu em tolas farras.
E agora, seguimos caminhos estranhos. A luz no horizonte já não mais se deleita com o brilho dos meus olhos, e tua indiferença se amontoam sobre em mim em molhos.

Nessa desventura, não há esperança que renasça em meu débil ser, que se abriu sem escudo, displicentemente sem querer.

Por descuido, tornei-me refém do desprazer, vagando a esmo, por caminhos sinuosos, mas sem perder a fim de viver dias de amores gloriosos.

Mas ideias insistem em chegar em meus pensamentos que minha fragilidade por tua ausência será o meu eterno tormento.

Elany Morais

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terça-feira, 24 de setembro de 2013

AUSÊNCIA



 Em repúdio a tua ausência,edifiquei outro castelo,com uma florzinha branca na janela.Ignorei minha desimportância e fui construir outro jardim com rosas amarelas.Na minha solidão,segui outra estrada com os mesmos passos.Em meio a...
esses passos cofusos,saí sem lenço e sem abraços.
Minha insanidade é achar que tua ausência me condena.Não consegui ser o teu querer.Minha esperança é amena.Nossos botões já não são.Estou indo regar outras plantas.Sinto que tua indiferença me envenena.Meus pés me conduzem para outras águas.
A tua ausência era um querer desavença.Fui beirar em outras ramagens.
Eu queria amor e flor,tu me deste ausência e dor.De repente você pulou,mas o barco não afundou.Fui buscar o que sobrou.Deixei na mala o desamor,fui construir um novo amor.
 
Elany Morais
 
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