Sou educadora e escritora

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

CONTAGEM DO TEMPO

CONTAGEM DO TEMPO
Elany Morais

Não sei quanto me resta de tempo
Para eu abrir os olhos e dar-me conta
De quantas vezes fiz a conta
Que joguei meus sonhos no vento!

Não sei se me resta muito tempo
Pois nem posso fazer mais conta
Nem ninguém sequer me conta
Se ainda tenho mais tempo!

Nessa vida, para que se fazer conta?
Sem querer se passa o tempo
Embora alguém o conta!

Sem perceber se gasta o tempo
Com essa de fazer conta
Desse nosso passatempo!


Caxias - MA, 30 de dezembro de 2014.

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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O QUE SOBROU DE MIM
Elany Morais

Agora o que me resta
É apenas o que sobrou de mim....
Como córrego na floresta
Meus passos nunca têm fim .


Vaguei entre vales e arvoredos
Vesti-me de fios e de folhagem,
Sem desnudar meus íntimos segredos,
Mas a revelar uma triste imagem!

Nas pedras, paro, sinto-me e sento
Vendo apenas o que sobrou de mim,
Deixando-me guiar pela voz do vento
Numa lida que nunca tem fim!

Caxias - MA, 13 de outubro de 2014.

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terça-feira, 16 de setembro de 2014

VENTO

VENTO
Elany Morais

Vento afoito
Levanta a saia
Dela,
Varre os cabelos soltos
Jogados na janela.

Vento frio
Amacia  a pele dela
Foge rumo ao rio
Mas não fica longe dela!

Vento voraz
Despedaça  o sonho dela
Tanto fez e tanto faz
Que  tirou a saia dela!

Caxias - MA, 16 de setembro de 2014.


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quinta-feira, 31 de julho de 2014

O VENTO LEVOU

 
O VENTO LEVOU

Elany Morais

O vento soprava, o vento subia
Com ele, os passos dela
Sem direção, o seguia.
No coração muito amor,
Ficava a murmurar,
Olhando o vento descer e subir
Em direção ao alto mar!
Com o vento a água subia,
Seu rosto já se banhava,
Seu corpo agora afundou,
Sua vida não mais resistiu
O mar escureceu.
Ela, ninguém mais viu!

Caxias - MA, 31 de julho de 2014.

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sexta-feira, 4 de julho de 2014

SOU

SOU
Elany Morais

Sou um pouco de  quase tudo:
Sou pássaro com voo largo,
Que voa alto sem bico mudo. 

À noite, sou vento manso
Ao som leve, apenas danço!

Passageira, sou como a lua
Passo, mansa, leve, lívida
E completamente nua!!

Às vezes, mar eu sou:
Brava, ondeio-me, rujo,
Canto e vou!!

Como mata, libero ar, protejo
O mar, mantenho os rios,
Mas com tempo para secar!

De repente, sou como toda gente
Que ri, chora, ama, canta e mente!

Também sou livro aberto
Que abre a porta do caminho
Certo!

E por que não dizer que sou um
Poço imundo? Como água
Suja não mato a sede do mundo!

Mas logo posso ser um som clássico
Com a leveza, com a delicadeza
 E o movimento
Plácido!

Caxias - MA, 04 de junho de 2014.
 
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domingo, 27 de abril de 2014

O VENTO

 
O VENTO

Elany Morais

O vento é vozes
O canto é vago
O belo, do amante
O vento sibila fraco
A água é espumante!

A alma é errante
Na face, o desgosto
O lago é manso
O vento bate no rosto!

O socorro vem do alto
O sol é a pino
O canto é puro
O vento é fino!

Caxias - MA, 27 de abril de 2014.
 
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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

AMOR IDÍLICO

No morrer do dia, no correr das horas, a beleza do poente me invade trazendo consigo o cheiro da existência. E foi ao sentir o beijo suave do vento que me veio o pensamento de que o prazer não é para sempre.

Mesmo sabendo que o viver é efêmero, experimento um estado de graça. A paz penetra meus poros sem pedir licença.Ouço o barulho da confirmação da existência do meu espírito no espaço, na natureza... Os elementos naturais visitam-me de súbito, convindo-os a entrar e a cear comigo por longos tempos,mas como todo sonho glorioso é muito breve, esse amor idílico se diluiu na mesma rapidez de sua chegada.

E de repente, vem-me uma saudade imortal daquilo que não era meu e que jamais será eterno na minha aflita companhia. Agora só me resta sentar à rua a espera de uma desejada vinda sem hora marca para uma volta sem promessa de retorno.

Elany Morais

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sábado, 14 de setembro de 2013

NÓS

O vento te pôs aqui bem pertinho do meu peito.Eu distraída não vi que fincava tuas raízes,em mim,sem nenhum defeito.Nosso sangue, num fio, se juntaram para superar a vida em plena letargia no leito.

Elany Morais
 
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