Sou educadora e escritora

quarta-feira, 9 de julho de 2014

INCENCÍVEL

INVENCÍVEL
Elany Morais

Naquele dia
Sofri
Por deixar minha casa saudosa...
Das lutas que vivi
E da minha coragem vitoriosa!

Naquele dia
Parti
Dali, com muita pressa
O passado estava perdido
E meu desgosto vencido!

Naquele dia
Vivi
O que me era sensível
Por vir estava o novo
Abandonei o desgosto
Porque o futuro era visível!

Caxias - MA, 09 de julho de 2014.
 
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O DIA DA PAZ

O DIA DA PAZ
Elany Morais

Quando será que chegará do dia,
O dia que por muito é desejado?!
Nesse dia será o sol que alumia...
O que por muitos foi desperdiçado!

Esse dia não mais será de agonia,
O bem não será mais incendiado,
Será um dia luminoso de calmaria,
Sem angústia e clamor cansado!!

Quando este ditoso dia chegará?
Há muito tempo foi prometido,
Mas até hoje não foi cumprido.
Quando a paz em fim reinará?

Caxias -MA, 09 de julho de 2014.

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O DESERTO ATRAVESSADO

O DESERTO ATRAVESSADO
Elany Morais

Uma mulher seguia lentamente
Por uma estrada fria e perigosa,
Onde a noite caía pesadamente...
Numa cidade que era rumorosa!

Seus pés vacilavam pelas rotas,
Com o rosto sombrio e abatido,
Não havia ali nenhuma porta,
E nem mesmo um só bramido!!

A estrada deserta era pavorosa,
A deixar seu futuro impotente,
Por ver ali mancha senguinosa
Como se fosse o fim do poente!

Sozinha em pé ergueu os braços
Como um amante nunca amado,
Numa visão o olho foi arrebatado
Para o deserto daquele espaço!!

Caxias - MA, 09 de julho de 2014.
 
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segunda-feira, 7 de julho de 2014

CANÇÃO DA TARDE

CANÇÃO DA TARDE
Elany Morais

Casinha amarela no campo,
As plantas do campo são verdes.
Não tão breve é a estrada
Cercada de flores e palmeiras,
 Morro azul e água gelada.

Canto sozinha na janela
De onde olho longe o vale,
Cheiro uma flor amarela
Que não deixa que me cale!

Saio colhendo flores pela terra
Fazendo-me sentir a vida,
Numa tarde  vazia e bela,
Mas sem me sentir perdida!

Não sinto meus passos
 No caminho,
De tão leve como a lua
Ando lenta, cantando
A canção que é tua!

Caxias - MA, 07 de junho de 2014.
 
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domingo, 6 de julho de 2014

SAUDADE

SAUDADE
Elany Morais

Como não dizer que a saudade é tanta
Parece-me que jamais haverá jeito
Para aliviar a tua ausência aqui no peito
Que de tanto doer minha alma não levanta!

Não sei se esse meu estado é defeito,
Mas talvez o teu espírito se espanta
Com meu lamento preso na garganta
Sempre quando sem ti eu me deito!

Tua ausência é minha tormenta noturna
Porque vivo presa em eternos delírios
Com tuas formas brancas como a bruma

Que nunca se mostra de maneira diurna
Em largos campos, com lindos lírios
Para que possa te sentir como pluma!

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LUZ DA LUA

LUZ DA LUA
Elany Morais

A loucura não é sua
De cantar a luz da lua
A passos lentos pela rua
Completamente nua!

A estranheza não é tua
De cortar a carne crua,
E contar o segredo a lua
No silêncio da fria rua!

O sabedoria não é sua
De cantar a luz da lua
Enquanto a alma flutua!

Esta alma não se situa
Com que compactuas
 Se não for cantar na rua
Completamente nua
Sob a lívida luz da lua!!

Caxias - Ma, 06 de julho de 2014.

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LUTA INTERNA

LUTA INTERNA
Elany Morais

Há um bravo mar em cada peito,
Como também luz resplandecente
Que pode levantar a alma do leito,
Fazendo nascer sonhos florescentes. 
O que dentro há merece respeito
Para não imergir em vis enchentes
Porque a não aceitação tem feito
Reviver as impotências reincidentes!

Essa mar no peito cultiva os sonhos
A deixar as ideias na mente revoando
Para abandonar a morte escura e fria

Desse mundo de delírios medonhos
Onde o medo feroz fica se arrastando
Na alma aflita, temerosa e sombria!

Caxias - MA, 06 de junho de 2014.
 
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