Sou educadora e escritora

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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

URGÊNCIA


Por Elany Morais


É urgente inventar qualquer prazer ou qualquer alegria. Já gastamos caminhos demais. Tudo inútil. Passadas vãs. Gotas de insônias já se formam, no vazio de não ser o que se é. Alguma coisa - nessa existência – perdeu-se. Procurar o desconhecido é gastar todos os tipos de caminhos. E, dessa forma, a vida dorme ao nosso lado
.
É tempo de encontrar alguma alegria, mesmo que seja em um poema. Pois, as negras sombras têm embaçado muitas visões. São tempos sombrios: as calçadas são terrenos movediços. Talvez nem haja mais sonho de amor. Os sóis de abril não brilham mais em pleno estio. Até os deuses têm sido desleais.


É urgente inventar uma salvação. “Os anjos” – que não são mais anjos- estão carregados de crimes. Penitência? Nada faço de divino. Dissipou-se até a mais ingênua confiança. Talvez a esperança não abarque mais o seu destino de eternidade.

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sábado, 27 de janeiro de 2018

VAZIO COLETIVO

Por Elany Morais

Muitas coisas são ditas. São ditas muitas coisas, mas a alma apodrece e o vazio insiste. Parece um delírio coletivo. É como se a superficialidade e a tristeza fosse um caso de saúde pública. É como se o sentido da vida ainda não tivesse sido escolhido por quase ninguém. Não seria preferível o eco do silêncio? Quem ainda sabe viver suas tragédias em silêncio? O silêncio até pode revolucionar ou modicar tantas vozes.

“A vida é uma aventura audaciosa ou não é nada.” Então, para viver fora do vazio, é necessário acender a luz na escuridão da existência.

Evolução nem sempre remete a algo positivo. As coisas estão em movimentos, evoluindo-se, mas se sobrepondo ao primordial à vida efetiva. O hábito do vácuo tem sido um anestésico potente. “Não há mais miserável situação do que vir a esta vida sem se saber qual o rumo a seguir nela”.
Agora, atrevo-me a silenciar-me e a buscar outra estrela.

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quarta-feira, 9 de julho de 2014

O DESERTO ATRAVESSADO

O DESERTO ATRAVESSADO
Elany Morais

Uma mulher seguia lentamente
Por uma estrada fria e perigosa,
Onde a noite caía pesadamente...
Numa cidade que era rumorosa!

Seus pés vacilavam pelas rotas,
Com o rosto sombrio e abatido,
Não havia ali nenhuma porta,
E nem mesmo um só bramido!!

A estrada deserta era pavorosa,
A deixar seu futuro impotente,
Por ver ali mancha senguinosa
Como se fosse o fim do poente!

Sozinha em pé ergueu os braços
Como um amante nunca amado,
Numa visão o olho foi arrebatado
Para o deserto daquele espaço!!

Caxias - MA, 09 de julho de 2014.
 
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terça-feira, 1 de julho de 2014

RECUSA

RECUSA
Elany Morais

Tecer sobre saudade não vou mais
Nem sobre o vazio que mora aqui
Porque rezam por mim os mares...
Desde quando nessa vida nasci!

Desvelar sempre palavras escuras
Parecia um eterno vício sofrido
Que se arrastava com amarguras
A fazer o sofrimento ser nutrido!

Caxias - MA, 01 de julho de 2014.
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quinta-feira, 26 de junho de 2014

VAZIO

VAZIO
Elany Morais

Um dia, mais outro dia... E de repente, a taça cheia, não de vinho, mas talvez de areia. E ela se ergue aos meus confusos sentidos, transbordando de nada, ao som dos meus tristes gemidos. E assim, os olhos perdidos, convencidos da falsa promessa do esperado paraíso. Esse paraíso que todos sonham com a glória do amor, mas a verdade cortante cisma em mostrar o reino lodoso de apenas dor.

De braços estendidos, com a esperança vencida, os inimigos pensamentos declaram notícia de que os dias felizes já foram perdidos. E como peixe perdido na areia do amar, só resta a morte lançar sua face para tudo findar.

Esse é o destino de quem quer a vida no amor encontrar, pois o amor do outro é faca afiada pronta querendo cortar. E corta os pulsos, a carne e o destino, deixando a vida entregue para o algoz comandar.

Caxias -MA, 26 de junho de 2014.

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quarta-feira, 30 de abril de 2014

DESVALIDA

DESVALIDA
Elany Morais

Sem saber para aonde vou;
Ando vazia pelas estradas,
Bebendo nas noites estreladas,...
Sem saber que perdida estou!

O luar a mim foi o que sobrou;
Ficou minha videira desfolhada,
Calaram minha voz revoltada
E meu berço brilhante quebrou.

Por isso ando planta desfolhando,
Com o pensamento no infinito,
Atrás do amor rastejando...

Vivo vagando nos instantes finais,
Apelando a tudo e a todos aos gritos,
Morrendo no silêncio dos matagais.

Caxias - MA, 29 de abril de 2014
 
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segunda-feira, 21 de abril de 2014

TOCA-ME

TOCA-ME
Elany Morais

Encostam-me, mãos suaves, tocam-me sem
Muita pressa. Junta a mim as folhas
Secas para abafar as degeneradas lembranças
Que na minha alma não têm cerca.

Toca-me, doce voz, aplaca-me sem rapidez,
Apieda-se da prisão desse ser que vaga no
Deserto em busca do amor, com tamanha avidez!

Venha a mim, corpo nu, aquece a minha pele fria,
Os sentimentos já estão velhos, nesse cântaro
Abandonado, pela face  já sombria.

Pousa aqui, beijo seu, dê me uma doce melodia,
Meus caminhos estão vazios, nesse misterioso
Vagar, paz eu busco no amor para essa vida vadia.

Aperta-me, abraço ávido, toca-me com emoção,
Minhas canções estão vazias, nesse existir aflito
Que me conduz para a tirana solidão.

Caxias - MA, 21 de abril de 2014.

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terça-feira, 15 de abril de 2014

SOLIDÃO AGONIZANTE

SOLIDÃO AGONIZANTE
Elany Morais

Hoje, cruzo as pernas
e descruzo os braços
para estrangular a solidão. ...
Torço-a nas duas mãos.
Ela esperneia,
jogo-a ao fogo
para que ela
se incendeia.
Mas ainda ouço
o seu respirar,
fico convencida
de que a cidade
ainda permanece
adormecida.

Hoje, não fito a tela
em branco
. Porei as mãos na tinta.
Povoarei meu mundo,
embora ninguém sinta.
Não posso mais esperar
aquela paixão chegar,
usarei o amarelo,
e farei o leme
para meu barco navegar.
Solidão!!
Nem mais um pouco,
nem de mais nem de menos,
pois o vazio sempre fez
meu espírito pequeno.

Hoje, não me basta
só lembranças,
farei da solidão poeira,
e de retorno
nem esperanças.
Pois farta estou
dessa impiedosa
que por mais que eu grite,
ela continua pegajosa.

Caxias -MA, 15 de abril de 2014.

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quarta-feira, 12 de março de 2014

VAGAR

VAGAR
Elany Morais
 
Passos vacilantes,

Rumo incerto,
Palavras farsantes,
Caminho deserto!

Evasão do mundo,
Mente escura,
Domínio imundo,
Insolúvel amargura!

Casa vazia,
Fim de estrada,
Noite fria
Dor esperada!

Caxias - MA, 12 de março de 2014.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

REINCIDÊNCIA MELACÓLICA

REINCIDÊNCIA MELACÓLICA
Elany Morais

Nos silêncios entrecortados,
Chega a melancolia 
Com a memória vil de outrora,
Inquietando minha alma,
Nessa noite lenta e vazia.

Não sei por que em mim,
Ela se faz presente
E nada faz a lançar fora,
Meu espírito não a consente,
Mas ela se achega e por si demora.

Caxias - MA, 26 de fevereiro de 2014.

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sábado, 8 de fevereiro de 2014

PRECE

PRECE

Nas primeiras horas mortas, vem a escuridão, trazendo consigo o nada do vazio. Contrita, peço aos anjos que, nos meus ouvidos, cantem para mim canções de ordenanças para eu estrangular meus sentimentos estúpidos. Resignada, clamo a arrumação de meus pensamentos que se apresentam como uma desordem estelar. Peço! Talvez eu peça demasiadamente, mas suplico a eles por um lenço branco para limpar minhas chagas profundas fincadas no meu dolorido peito.

Entregue às preces, desfaleço-me sobre os lençóis que não abafam meus gemidos de socorro.

Elany Morais

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

VAZIO

Existe um vazio em cada individualidade,
Mas a certeza de atingir o preenchimento
É uma crença mais próxima da falsidade
Porque é apenas um vão pensamento!!!

Algo pode preencher o vazio de cada alma?
Muitos se sustentam na esperança do amor,
Outros se debatem na busca da eterna calma
Há os encontram a paz nos braços do Senhor!

Elany Morais

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

INSATISFAÇÃO

Atualmente, temos uma sociedade consumista. A cada dia, surgem novas necessidades, desejos...Os apetites crescem. Vê-se a onda em avalanche dos eu quero, eu preciso...!! O que é acessório passa a ser essencial, o que é supérf...luo, passa a ser uma necessidade básica. A busca pela realização desses desejos torna-se incessante, porque não há como satisfazer o que nunca tem fim.

Para quem não sabe onde encontrar a felicidade, hoje é praticamente impossível dormir sob os braços dela. Isso porque existe uma supervalorização do ter em detrimento do ser. O desejo do ter se agiganta, ganha proporções inimagináveis. Temos como exemplo: muitos de nossos políticos, em vez de destinarem o dinheiro público para as reais necessidade do povo, utilizam - o para satisfazerem seus necessidades insaciáveis.

Dessa forma, não tem como negar que temos um povo escravo de seus apetites e, consequentemente, vítima de sua insatisfação, do vazio... Assim, esses servos do consumismo vão sendo empurrados para o inferno da infelicidade.

Elany Morais

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

VAZIO



 À noite à beira do rio
O medo a flecha lança
Só de coração vazio
Na solidão a alma dança....

Sensações lentas como rio
Sentidos parcos sonolentos
Desejo ínfimo e frio
Temores e sonhos violentos.

Sem vozes anônimo e frio
Pensamentos sem razão
Espírito perdido no vazio
A vida assim é em vão.

Elany Morais

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

POEIRA



 A vida solta as pontas dos fios, e eu vou me transformando em poeira, a cada dia. Hoje ainda sou uma poeira viva. Vejo- me solta, suspensa, ardendo-me para não me desintegrar no espaço.
Em vão, tento atar essas pontas, para que pres...a nelas eu permaneça, com a espera de subsistir o que já está definido.

Valho-me de todas as forças, aciono minha migalha de lucidez, porém o que me sobra é o vazio, a escuridão, o esquecimento, a indiferença...

Tento construir muros, pontes... Tudo inútil. Pois meu barco não perde a direção. Ele teimosamente me leva para o nada. Minha consciência não descansa. Diz-me a todo momento que tenho prazo de validade, sem direito a conhecimento de data, sem aviso prévio... Sem um índice, sem um sinal, sem um aviso.

Correr já não adianta. Ficar é perder o que ainda me resta. E o me sobra é esperar, como se o vácuo não fosse chegar. Assim, ainda sou torturado pela flecha do medo, ele me diz que o desconhecido é cheio de labirintos, talvez sem saída. Contudo, nada me dá certeza de que vim do pó e para o pó voltarei.

Elany Morais

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

 
A insegurança que o mundo me impinge faz-me repudiar a casa das incertezas. Tento inutilmente abrir a porta do vazio para que as dúvidas, as incertezas ganhem asas, só assim, poderia eu deixar  a condição de inquilina do vácuo e tomar posse da tão necessária segurança.


Como tal segurança não pousa no meu telhado, gosto meu tempo vendo a impaciência do verde a esperar o cumprimento da promessa de chuva. Meu fitar parece tombar todas as ilusões de felicidade e  existência eterna.

É numa ilusão de ótica que vejo árvores se envergarem na admissão de que tudo é efêmero. Essa é a única certeza, ou seja, "o único pássaro que fugiu da gaiola".

Elany Morais

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O VAZIO DA INCERTEZA



  Minhas retinas vivem fatigadas de habitar o poço de incertezas. Inutilmente, fita, sem esperança alguma de penetrar o mundo particular de quem muito se ama. E se debate dias e noites nas possibilidades de pouco acerta...r o que se há por pensar, se algo existe que dá prazer. E em vão, só se vem a cabeça o por vir cheio de angústias e medos. Medo de ver se desfazer na poeira o bem que nunca se quer perder.

E o coração gira, a alma se agita diante do prenúncio falso do infortúnio que nunca anda só, este sempre insiste em devastar a alma de um miserável aponto de se dá dó. Assim, a vida se torna uma milhada de SEs,: e se eu soubesse o que se oculta no peito de quem muito me quer, ou nada se esconde de qualquer um que vier. Não se sabe, só se espera...É uma espera precipitante, angustiante...É um estar desprezível, desaproveitável. Mas o que se pode fazer, se o que se tem é a penas o quinhão da incerteza do que poderá ser?

A casa das probabilidades precisa está bem alicerçada, pois a mente vem como combustão na tentativa de busca da segurança para se deleitar na paz. É procura, é vontade de se deparar com o ouro mendigado, que é capaz de tornar o que não se sabe no conhecimento libertador, se se tem posse desse bem precioso, pode-se guardar, cuidar do que se chama amor.

Elany Morais

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

AUSÊNCIA MATERNA

A te esperar eu ficava no silêncio da noite;
Como chuva copiosa minhas lágrimas rolavam;
Desespero, tristeza, medo de sofreres o açoite;
A fraqueza, inocência, abandono me abraçavam.

A gritar teu nome não ouvias;
A certeza do vazio chegava;
Desamparada na vida me via;
Sem mãe, sem ninguém me encontrava.

Meus pés pequeninos caminhavam;
Num rumo um tanto incerto;
Vozes, aconchego não chegavam;
Para me garantir o caminho certo.

Elany Morais

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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A DESPEDIDA



E tudo foi assim.Sem palavras,sem adeus.Eu parecia uma folha retirada de um mapa importante.A voz ambargou-se. Os passos vacilaram.A luz mudou de cor.Tudo girava numa velocidade eufórica.O caminho se estreitou com densas nuvens.Olhar para cima,já não podia.Uma palavra tinha que se libertar.Um adeus talvez, ou um até um dia.Mas não foi assim.Tudo era confuso.Nada parecia estar em mim.Aquilo era ins...ano.Era voraz.Minha dependência era carrasca.Era minha algoz.O que me faz feliz é raro.O amor é raro.A amizade é rara.Num instante nada se constrói.Num instante tudo se destrói.Eu poderia voltar.Eu poderia dizer um fica.O orgulho é destruidor de tudo.O orgulho é meu inimigo.Ele vibra com meu vazio.Ele se alegra com meu nada.Minha desistência pode ser fatal.
Eu seguia o relógio do meu coração.Eu não acompanhava seu descompasso.Era a tristeza que pedia entrada.Eu poderia barra-la.O orgulho é egoísta,morre sozinho.A palavra de socorro não vem.A carência entra.O orgulho impera. Agora terei que empilhar os livros.Meu corpo está inquieto,Minha alma está aflita.Como é difícil dizer adeus!!! Como é difícil dizer não vá,fique,por favor.Eu vou a passos lentos,tentando encontrar espaços,tentando encontrar abraços.Não vejo saída.Tudo é escuro.O vazio é um túneo.Eu vou sem promessa de chegada a algum lugar.Mas se ela voltar? Tudo será fácil para meu ego suportar.Minha dor se aplacará.Penso,penso.Posso voltar e pedir para ela ficar.

Elany Morais
 
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domingo, 29 de setembro de 2013

PALAVRAS VAZIAS

 
Não me venhas com mais palavras fazias de significados, desprovidas de resultados. Estou farta, cansada, enjoada ... Venhas com palavras grávidas de vidas concretas, palavras valentes, palavras seguras. Não sou mar de exigências, mas tenho mania de esperar promessas se cumprirem. Essa espera é linda e pura. Limpo minha casa, floreio-a com prazer e alegria como de uma criança diante dos primeiros brinquedos desejado por longos e esperados tempos. Visto minhas melhores roupas, aquela roupa dos domingos, gasto meu melhor perfume, enfeito meus cabelos rebeldes com um laço com de rosa, ponho meu salto preferido. Enfeito minha alma com felicidades intermináveis.


  Vais se indispor com meus cuidados, com minha esperança, com minha dedicada espera, com meu desvelo com meu corpo e com minha alma? Vais plantar semente no meu solo fértil para depois deixar morrer de inanição? Terás coragem de deixar minha flor amarela murchar? Deixarás meu lago frágil e sereno secar? Permitirás que minha luz se ofuscará? Se tens coragem de me sucumbir em pleno sal  do mar, poupes -me de palavras que são apenas palavras. Jogue-as ao alto, pois o vento as acolherão.

Elany Morais

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