Sou educadora e escritora

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

EM DESACORDO

 EM DESACORDO
Elany Morais 

Acabará a indiferença dos desalmados um dia?
Pode ser universalmente este um apelo.
Vejo o mundo sobre mim como um pesadelo
Enquanto que eu só queria cantar com alegria!

A agonia me tolhe cada fio de cabelo.
Promessa de paz, na Terra, até que havia,
Mas a alma do homem tornou-se fria
Como a neve e o vento transformado em gelo!

Os corpos se alimentam apenas de nudismo
Enquanto o espírito vive um desgosto profundo
Por seus passos voarem para o terrível abismo!

Assim, eu vivo em supremo desconforto
Como borboleta em estado moribundo,
Mas vendo meu futuro totalmente quase morto.



domingo, 21 de dezembro de 2014

EFEMERIDADE DA VIDA

EFEMERIDADE DA VIDA
Elany Morais

Sei que meu futuro é uma cova funda!
Puxar-me-ão, da Terra, como uma alavanca,
De forma bruta como quem arranca
Do solo fértil uma semente fecunda!

Esta alma já não quer mais essa vivência imunda
Que se lambuza como lamaçal que desbarranca
No poço fundo de dores que jamais estanca
E o espírito, de lágrimas, que sempre se inunda!

Se bom ou ruim nessa vida sempre se encerra,
Por isso não fincarei minhas raízes aqui nessa Terra
Que ao terror e ao medo sempre nos convida.

Mas há quem aqui viva plantando tesouro
Como se o futuro fosse somente de ouro,
Sem se lembrar que fim terá essa vida!

Caxias - MA, 21 de dezembro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais



O MITO DA VIDA

MITO DA VIDA
Elany Morais

Agora vivo nesse desânimo profundo,
A querer de pronto abandonar esta Terra,
Pois aqui é tanto mistério que se encerra
Que desisti de entender esse mundo!

Não sei por que, enfim, esta esfera
Jamais me lança os mais belos ares,
Até as águas límpidas dos mares
Parece a mais terrível das feras!

Em vão, eu busco o viver infinito
Porque nesse mundo vil tudo é mito
Sem ao menos disso ter consciência

De que no além cintilam os astros
E que nosso pés lá farão rastros,
Mas provar isso nem mesmo a ciência!

Caxias - MA, 21 de dezembro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


sábado, 20 de dezembro de 2014

CASA

CASA
Elany Morais

A casa de uma dor que mora
É minha alma, nela nasce
O medo que me devora,
Como se no rosto estampasse

Um espírito aflito que sempre chora,
Revelando a dor em plena face,
 A destruir o que pode ser agora
Como se da vida nunca se cansasse!

Talvez a  alma lamenta sempre consigo
Por carregar dentro de si um inimigo
Como se fosse uma célula cancerosa .

Muitos não veem que essa dor existe
Que no peito somente consiste
Numa vida mais que dolorosa!

Caxias - MA, 20 de dezembro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


O POETA


O POETA
Elany Morais

O espírito do poeta vive em estado maior.
O belo, ele sempre almeja e beija,
Vive a dar o amor a quem deseja
O que a vida oferece de melhor!

Alma de poeta é um verdadeiro esplendor,
Tudo, no mundo, vê, sente e deseja
Como se dentro de si houvesse uma luz que flameja
A lhe dar asas para alçar voos como o condor!

O espírito do poeta é sonho infinito
De uma vida em tapetes e vestes de cetim,
Mas que a realidade desperta nele o grito,

Levando ao conflito que perdidamente
Não sabe quando um não equivale um sim
Mas ama, canta e versa para toda gente!


Caxias -MA, 20 de dezembro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

ELA

ELA
Elany Morais


A lembrança dela em minha cabeça girava
Com os cabelos longos e um vestido majestoso,
Chegava a passos lentos com gesto gracioso,
Olhava para poucos, mas para mim, ela acenava.

Parecia uma deusa, com um corpo todo escultural,
Mas em sua face, havia algo mais do que sombrio
Que trazia ventos, tempestades e mares bravios
Embora em seus lábios havia um doce natural!

Era bela, embora em sua alma existisse obscuridade
E escondesse mistério que para mim nunca se desfez,
Fazendo meu amor por ela durar uma eternidade

Ou crescer, dia por dia , assim, talvez
Sem que tu, bela, nunca compreendeste
O amor que tenho, mas por isso, a mim, perdeste!

Caxias - MA, 19 de dezembro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


JÁ É TEMPO

JÁ É TEMPO
Elany Morais

A vida é finita
Quero ser eterna
O mundo me limita
A uma existência na caverna.

O que minha boca não canta
É essa sociedade doente
Que perdeu a esperança
De ter uma vida decente!

Qualquer dia é o tempo
De desejar um outro mundo
Ou um ditoso futuro

Que não seja uma vida no escuro
Levada apenas pelo vento
Para um buraco imundo!


Caxias - MA, 19 de dezembro de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais