Sou educadora e escritora

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

MAIS UMA VEZ

MAIS UMA VEZ
Elany Morais

Apenas mais uma vez!
Há espaço para aqui ficar,
Não seque o que há veia
Antes de a morte chegar!

Não cale o que há na boca
O que pode ser apenas de passagem,
A alma não quer ficar presa
Nem o desejo sempre à margem!

Não sabe o que há direito
Nem vive como deveria ser,
Já choramos muitas das vezes
Por não saber como viver!

Apenas mais uma vez
Não vivamos só de maçada,
O rancor custa a cabeça
Pois o mal que virá depois
Deixará que a alma pereça!


Caxias - MA, 19 de janeiro de 2015.

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NASCEU A POESIA

NASCEU A POESIA
Elany Morais
 
Minha poesia nasceu um dia
Quando o sol mal se abria,
E minha preguiça se prolongava
Como um barco sem veleiro,
 Um navio sem marinheiro,
 Ou pássaro que não cantava
E quase mal despertava.

Ao chegar, não foi uma lindeza tamanha,
Apenas falava de montes e vales,
De folhas amarelas como ouro,
De cabelo virgem que se assanha,
De roupa que esvoaça no varal
E de tristeza com olhos de choro!


Caxias - MA, 19 de janeiro de 2015.

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domingo, 18 de janeiro de 2015

MEDO

MEDO
Elany Morais

Sinto no medo algo que me amarrasse
E prendesse a mim como uma ponte,
Onde jamais alguém ultrapassasse
Mesmo em busca de outro horizonte

Em que a esperança sempre levanta
Nos pés de quem nunca foi ou veio
Mesmo das pessoas que sejam santas
Ou dos que carregam o temor no seio.

Sinto no medo uma esperança tarde
Que me abandona no mundo só.
A chama na cabeça sempre se arde
Porque o futuro não foge do pó!


Caxias - MA, 18 d janeiro de 2015.

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DESERTO

DESERTO
Elany Morais

Deserta é a rua
No meu inverno frio.
Deserto é o canto
Do pássaro escuro.
Deserta é a canção
Que embala a despedida.
Deserto é o lençol
Sem par.
É o barco sem mar
No caminho escuro!

Caxias - MA, 18 de janeiro de 2014.

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sábado, 17 de janeiro de 2015

MANCHAS SOBRE OS LENÇÓIS

MANCHAS SOBRE OS LENÇÓIS
Elany Morais

Sem culpa, ela manchou meus lençóis de linho,
Mas hei de limpar meus brancos lençóis,
De replantar meus belos girassóis
E retomar meus antigos caminhos!

Ela me veio com sonhos dantescos,
Mas pus todos sobre a mesa de pinho,
Apossei-me da velha garrafa de vinho
E sai para tomar um ar mais fresco!

Sei que o desejo dela é me ver em funda cova,
Mas minha alma ainda é muito nova
Para partir dessa vida de forma breve.

Na minha vida, não a quero nunca mais
Nem que ela venha branca como a neve
Ou me proponha uma vida feliz de casais!

Caxias - MA, 17 de dezembro de 2014.


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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

JULGAMENTO

JULGAMENTO
Elany Morais

Como julgo que assim me possuía,
Todos a justiça a mim trazem,
Teu zelo a minha pessoa não trazia,
E meus desgostos não mais se desfazem!

Quis-me possuir sem meu consentimento,
Teu cuidado frio nunca me agrada,
Deixa-me todo meu provento
Que minha alma será revigorada!

Tu negaste todo o meu valor
Como se eu vivesse sempre errando,
Agora me procura aonde for
Mas teus julgamentos não estou mais ponderando.


Caxias - MA, 15 de janeiro de 2015.

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LEMBRANÇAS DE UM AMOR

LEMBRANÇAS DE UM AMOR
Elany Morais

Lembro-me do teu sorriso,
Do som da tua voz,
Do nosso paraíso feliz
Vivido penas por nós!

Mas nessa vida tão louca,
Entre gritos e funerais
Nosso amor ainda repousa
Como se não fosse acordar mais!

Que esse amor não esqueçamos!
Pois este é o desejo meu
Porque um dia nos amamos
Mas parece que teu amor já morreu!


Caxias - MA, 15 de janeiro de 2015.

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