quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
VIVER TEM DESSAS COISAS
Elany Morais
Viver tem as suas brutezas! O que tem dentro de mim talvez não seja raro nem caro. Não sou um herói ou heroína vencida. Ainda soa em mim um canto que é só meu.
Há muito quase perdi os sentidos pelas baixezas. As vilezas roçavam em mim como asa de morcego. Mas sobre um largo sossego, a força benemérita existia, com seus ais sutis. Às escuras, as asnices galopavam em minha direção, porém, fui criando dentes e asas.
Viver tem dessas coisas de ser dois: peripécia - desânimo, doce - agressivo. Mas ainda me persiste a força para essa dualidade existencial. Eis o destino: viver nesse desatino sem me acostumar. Há algo para alcançar, sem se desfolhar?
Todos os direitos reservados a Elany Morais
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
MINHA TERRA
Por Elany Morais
Não sei em que esfera
Caxias de Gonçalves Dias
é a minha terra!!
Aqui, foi onde primeiro pisei o chão,
Dormi noites e amanheci os dias,
Mas ela sempre me negou o pão!
Não sei se nela, para mim, há algum legado.
A Princesa do Sertão sempre me fechou os olhos
E os meus sonhos aqui foram abandonados!!
Caxias,
Quando eu me for, nada te deixarei o que
For do teu agrado, porque muito te venerei
E tu me negaste o bocado!
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Não sei em que esfera
Caxias de Gonçalves Dias
é a minha terra!!
Aqui, foi onde primeiro pisei o chão,
Dormi noites e amanheci os dias,
Mas ela sempre me negou o pão!
Não sei se nela, para mim, há algum legado.
A Princesa do Sertão sempre me fechou os olhos
E os meus sonhos aqui foram abandonados!!
Caxias,
Quando eu me for, nada te deixarei o que
For do teu agrado, porque muito te venerei
E tu me negaste o bocado!
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
O QUE TE CONSOME?
Por Elany Morais
O que te consome?
O espetáculo não para!
As palmas são como remos no mar.
Aqui, a ferida não sara,
O barco não ancora
E aquele beijo que te devora
Não te ampara nem te consola.
O espetáculo não para!
As palmas são como remos no mar.
Aqui, a ferida não sara,
O barco não ancora
E aquele beijo que te devora
Não te ampara nem te consola.
O que te consome?
É a vida que passa,
E o tempo nem disfarça,
Se para isso há outro nome,
Livra-te do que te consome
E agarra-te o que feliz te faça!
É a vida que passa,
E o tempo nem disfarça,
Se para isso há outro nome,
Livra-te do que te consome
E agarra-te o que feliz te faça!
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terça-feira, 6 de dezembro de 2016
VIDA E MORTE
Por Elany Morais
Minha ideia mais recente foi a de esbofetear esse mistério que envolve a existência ou inexistência da vida humana. A decomposição da matéria física são absurdos que me assaltam. Às vezes, visto-me de indiferença como disfarce, porém, meu escasso entendimento leva-me aos questionamentos, às perguntas, que têm como respostas apenas os ecos.
Mesmo nos meus anos de mocidade, esses pensamentos já se comprometiam em fechar as portas da alegria, da segurança e da felicidade. O medo tornou-se o vizinho primeiro, companheiro...E hoje, por que não esbofetear o que meu entendimento não pode alcançar?
Mesmo nos meus anos de mocidade, esses pensamentos já se comprometiam em fechar as portas da alegria, da segurança e da felicidade. O medo tornou-se o vizinho primeiro, companheiro...E hoje, por que não esbofetear o que meu entendimento não pode alcançar?
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sexta-feira, 11 de novembro de 2016
QUANDO A ESPERANÇA ME DESESPERAR
Por Elany Morais
Quando a esperança me desesperar, minhas vontades hão de ficar paradas. Mas enquanto houver um fio de água, eu ainda hei de esperar, de criar, de rir e amar.
Há em mim muitos litígios, porém, a máquina não emperra. E, se vier o que me desespera, apenas observarei os absurdos, sem deixar que minha alma se transforme em qualquer coisa que seja austera.
Não está ao meu alcance o que fechará minha vida. Na minha roda viva, sempre haverá rosais, olhares profundos, abraços ardentes e amores maternais.
Independente de como seja, ou o quanto pese a tampa de um céu cinzento, não existirá nenhuma fria cor sobre a esperança desse espírito que abandonou o destino das almas que vivem cerradas em seus lamentos.
Abaixo os negros pavilhões! Corredores livres, nuvens nos céus, pés sem grilhões, jardins floridos e fantásticas visões.
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Quando a esperança me desesperar, minhas vontades hão de ficar paradas. Mas enquanto houver um fio de água, eu ainda hei de esperar, de criar, de rir e amar.Há em mim muitos litígios, porém, a máquina não emperra. E, se vier o que me desespera, apenas observarei os absurdos, sem deixar que minha alma se transforme em qualquer coisa que seja austera.
Não está ao meu alcance o que fechará minha vida. Na minha roda viva, sempre haverá rosais, olhares profundos, abraços ardentes e amores maternais.
Independente de como seja, ou o quanto pese a tampa de um céu cinzento, não existirá nenhuma fria cor sobre a esperança desse espírito que abandonou o destino das almas que vivem cerradas em seus lamentos.
Abaixo os negros pavilhões! Corredores livres, nuvens nos céus, pés sem grilhões, jardins floridos e fantásticas visões.
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quinta-feira, 3 de novembro de 2016
SUBSTÂNCIAS
Por Elany Morais
Trago em mim todas as substâncias das coisas
que passei, dos lugares por aonde andei,
das imagens convexas - dos sonhos que sonhei.
que passei, dos lugares por aonde andei,
das imagens convexas - dos sonhos que sonhei.
Tudo em mim canta, vibra, ri e chora...
São verdades bem possuídas comofera que nos devora!
São verdades bem possuídas comofera que nos devora!
Como hei de ser depósito de nada
se tudo que habita em mim são
como gritos na madrugada?
se tudo que habita em mim são
como gritos na madrugada?
Eu até queria a singeleza das almas sem vida,
mas como viver sem deixar na alma as coisas
que são sentidas?
mas como viver sem deixar na alma as coisas
que são sentidas?
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sábado, 22 de outubro de 2016
IRREALIDADE
Por Elany Morais
Submeter-se ao irreal talvez seja uma das piores escravidão. Mas por que desvairar nas trilhas do irreal? O que pode ser irreal? Arrisco-me a dizer que o tempo não existe, portanto, é irreal. Pode ser também que a própria realidade não exista, logo, é fictícia. Há um abismo enorme entre o que se vê e o que se sente. Porém, o real das coisas é sempre diferente.
Existe uma linha tênue entre real e imaginário. Por isso, cresce a loucura por que o sonho e a realidade quase sempre se mistura. E se o imaginário for sanguinário, como se há de viver com doçura? A não ser que para esta loucura exista cura.
A força da ilusão é sempre muito forte - que fora do equilíbrio - pode levar ao breu, à escuridão, ao vazio e, consequentemente, a morte. A imaginação é pode ser aquela pedra cinzenta onde me sento e descanso, ora como estivesse em mares revoltos; ora como se em um lago manso.
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