Sou educadora e escritora

sábado, 5 de julho de 2014

PESAR EXISTENCIAL

PESAR EXISTENCIAL
Elany Morais

Minha existência segue vagarosa
Sem certeza e sem prazer parece
Que minha força já desfalece ...
E fica numa estrada duvidosa!

Esses meus dias lentos não são ditosos,
Pois amor em meu coração já falece,
Sendo que nada mais me enriquece,
Deixando-me apenas delírios perigosos!

Meu espírito nada mais aspira
Nem mesmo do jardim a beleza
Que minha alma por ela suspira.

A mim não falta a dura certeza
De que mesmo que tudo me fira
O espírito não abandona a tristeza!

Caxias - MA, 05 de junho de 2014.
Todos os direitos reservados Elany Morais

Codigo de Acesso


sexta-feira, 4 de julho de 2014

SOU

SOU
Elany Morais

Sou um pouco de  quase tudo:
Sou pássaro com voo largo,
Que voa alto sem bico mudo. 

À noite, sou vento manso
Ao som leve, apenas danço!

Passageira, sou como a lua
Passo, mansa, leve, lívida
E completamente nua!!

Às vezes, mar eu sou:
Brava, ondeio-me, rujo,
Canto e vou!!

Como mata, libero ar, protejo
O mar, mantenho os rios,
Mas com tempo para secar!

De repente, sou como toda gente
Que ri, chora, ama, canta e mente!

Também sou livro aberto
Que abre a porta do caminho
Certo!

E por que não dizer que sou um
Poço imundo? Como água
Suja não mato a sede do mundo!

Mas logo posso ser um som clássico
Com a leveza, com a delicadeza
 E o movimento
Plácido!

Caxias - MA, 04 de junho de 2014.
 
Todos os direitos reservados a Elany Morais

IMPERFEIÇÃO

IMPERFEIÇÃO
Elany Morais
 
Por que não abrir as portas para a imperfeição, se ela faz parte de mim e de ti?  Inútil é minha alma debater-se em busca de uma libertação ilusória do que em mim é imperfeito. Para que recolher justificativas para as falhas do meu espírito? Por que não encontrar o sabor da imperfeição?  Por que acreditar que tenho que ser perfeita? Não é perigoso dizer que dentro da  imperfeição, cobra-se desenfreadamente a retidão alheia. Por isso, não me cabe mais a revolta com o que habita em mim e em ti.

Nesse mundo mediático, o imperfeito cobre-se com o véu do parecer. As aparências são Hércules. Devo me ajustar à falsa perfeição? Por que não coroar o que de fato somos? E o que somos? Não somos nada mais do que a imperfeição que respira, que transpira, que em meios a tantos erros, tropeçamos em alguns acertos. Se assim é, por que acreditar que estamos cheios de perfeição?

Estou de pé para abandonar a maquiagem, as máscaras... Meu tempo não será para escolher o que o outro deve ver em meu ser. Apronta-te para ver minha perfeita imperfeição. Adentra-te dentro da tua superfície também, asseguro-te que este caminho é florido. Estou em processo de viagem para o encontro do amor à minha bela e necessária imperfeição. E vocês? Vão continuar parecendo o que não são?

Não é suposição, certeza é de que as falhas ceiam comigo. Convicta, digo que sou, agora com  toda resignação, o seu  eterno abrigo. Não romperei mais com a essa verdade, para que meu coração não seja  casa de decepção nem a vida fardo pesado, onde se acumula coleções de frustrações. Pois buscar perfeição é missão impossível, é beirar ao mundo de fantasias, ao mundo ilusório do qual não fizemos, não fazemos nem faremos parte.

Arrisco- me a dizer que sábio é ajustar nosso foco no amor próprio, amarmos, porém ciente da existência  da nossa humanidade. E ser humano é ser eternamente imperfeito.

Caxias - MA, 04  de julho de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais

quarta-feira, 2 de julho de 2014

QUE MUNDO É ESSE?

QUE MUNDO É ESSE?
Elany Morais

Que mundo é esse? Aqui, quase tudo nos quebra, uma mentira é motivo de alegria, mas certamente passageira, não chegando ao fim do dia. O tempo é comprido, quando o desejo bate a porta. O indesejável vem sempre à galope. Máscaras são bens de consumo, porém utilizadas às ocultas. Há túmulos de cores brilhantes, onde no interior germina a podridão. Existem bocas que calam, outras que gritam em vão. Há braços que se vendem; outros não valem um tostão. Há os que vivem às sombras alheias; outros não comem do pão.

Onde estamos? Nesse redemoinho, a juventude anda de mão dada com o perigo, dos justos só se ouve o gemido, sendo que a amizade é calculada, deixando qualquer alma nobre magoada. Aqui, segurança é tesouro à setes chaves, protótipo são vestes rasgadas, a adultalização é acelerada, a velhice desprezada e a felicidade alheia não é tolerada.

Há como entender esse mundo? Nessa bola giratória, o crime é compensado, o trabalhador anda rasgado, aqui, cultua-se ao perigo, o gatuno habita em mansão e o honesto vive oprimido. É de muita estranheza, faz-se do riso coisa insossa, onde esconde a falsidade, dinheiro torna-se bala nas mãos de quem tem prazer na maldade.

Caxias - MA, 02 de julho de 2014.

Todos os direitos reservados a Elany Morais


CASA DO AMOR

CASA DO AMOR
Elany Morais

Não deixarei morrer em mim o desejo de ter a quem amar. Porque nada mais na vida sei fazer. Meu coração não é casa de mágoas. Não, não concederei à exaustão de amar uma moradia em meu peito. Porque viver sem as be...nesses do amor não tem jeito. Não sou templo de nódoa escura. Pode até haver em mim a essência do abandono, mas amar será eternamente o meu defeito.

Essa história é velha em mim, mas se o mundo me quiser, será assim: amando a todos mesmo que esquecem de mim. Meu coração tem boca grande para o amor, e ele ama, seja aonde for, em todos os momentos, tanto faz ser na alegria quanto na dor.

E como não amar se Afrodite veio me contaminar? No meu céu, as estrelas não caem. Vão-se os tempos, porém minha casa fica limpa. Só meu querer sabe, e meu coração confirma, em mim, o amor nunca finda. Eu me agarro no bem desejar, não procuro a lógica concreta. Se todos estão aqui, estão para se amarem. Se é assim, porque usar a couraça do silêncio? Eu bramo forte para o amor me ouvir, para que ele não me esqueça nem deixe meu coração ruir.

Caxias -MA, 02 de julho de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais

terça-feira, 1 de julho de 2014

O PODER DO AMOR

O PODER DO AMOR
Elany Morais

Tu chegaste depois de tudo,
Ressuscitaste minhas horas,
Meu silêncio não é mais mudo,...
Acalmaste-me sem demora!!

Tu chegaste a mim a passos lentos
Nessa minha fadigada jornada,
Findando os maus pressentimentos
Que escurecia a minha alvorada!

Quem sabe será o destino de todos
Não mais ficar apenas como expectantes
Como crianças a fitarem o desejado bolo
E possam viver um amor nunca visto antes!

Caxias - MA, 01 de julho de 2014.
Todos os direitos reservados a Elany Morais