AMORES PERDIDOS
Elany Morais
Meus amores perdidos não regressam nunca mais,
Porém guardo escondido no peito eternamente,
Tornando-se memórias amargas e quentes
Que se fazem presentes sem dar sinais.
Foram amores embalados ao som dos pardais,
Em que o sangue nas veias fluía velozmente,
Minha viva memória saudosa ainda sente
Os beijos inocentes roubados nos beirais.
À sombra das mangueiras havia plena magia
Dos encontros amorosos que alegrava o dia,
Isso ainda acalenta minhas memórias de hoje.
Amenizando a perda que no peito dói,
A mágoa oculta que a mente corrói,
Fazendo-se lembrança presente hoje!
Caxias - MA, 27 de julho de 2014.
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domingo, 27 de julho de 2014
sábado, 29 de março de 2014
AS DORES DE D. DOLORES
AS DORES DE D. DOLORES
Elany Morais
D. Dolores vivia sozinha com suas dores,
Na vida de D. Dolores, tu verás a solidão
Se lá tu fores!
O que se passava com D. Dolores?
Não sei se vivia de mágoa ou de
Velhos rancores.
Muitos dizem que D. Dolores
Foi refém mulher de muitos
Senhores.
D. Dolores, quando jovem foi
Motivo, em sua cidade,
De muitos rumores.
Hoje vive sozinha, com suas dores,
Amparada apenas por seu jardim
Coberto de flores.
Caxias - MA, 28 de março de 2014.
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sábado, 18 de janeiro de 2014
SONETO DA NOITE AO LUAR
Serena e lânguida, vejo a Lua assomar,
Com sopro gracioso como o ar da brisa,
Com sopro gracioso como o ar da brisa,
Sussurrando nos vales, no campo e mar,
No caminho incerto vagueia imprecisa!!
Por guerreiro e donzelas foi tão exaltada,
Amantes em devaneio fitavam-na no céu,
Serviram de cenário mar e vista estrelada,
Além da fantasia de moça vestida de véu!!
Sempre na companhia de brancas estrelas,
Lânguida, leve e lívida assim ela caminha!
Não me furto do prazer que tenho em vê-la
Mesmo que eu enfrente a erva daninha,
Nas retinas dos meus olhos quero detê-la
E nessa peleja fazer dela uma bela rainha.
Elany Morais
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
SONETO DO AMOR
Essa vida não vale apena sem amor!
Pois tudo cairá no vão esquecimento,
Ou será levado pela força do vento,
Que o vendaval levará para onde for....
Mas a lei do amor não se sabe de cor,
Tudo acontece em um dado momento!
Essas são regras de todos sentimentos,
Porém de todos eles o amor é o maior.
Ter amor é o sonho que sempre sonhei!
Muitos sofreram o que eu deveras penei!
São dores sentidas que todo mundo sente,
Fica apenas no peito quieta adormecida!
Essa é desventura que se tem nessa vida!
Mas é o amor que conduz toda essa gente.
Elany Morais
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sábado, 28 de dezembro de 2013
HOJE
Hoje eu quero
Os pensamentos mais nobres
O despetalar de milhares de flores...
Desprezar as ideias mais pobres
E embriagar-me de vários amores.
Hoje eu quero
Violar todos os segredos
Naufragar no mar de ternura
Abandonar os infindos degredos
E amar sem muita frescura.
Hoje eu quero
Vestir-me de toda candura
Saciar a sede do corpo
Fundir-me com muita fissura
E ressuscitar o desejo morto.
Elany Morais
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
CANÇÃO HIBERNAL
Os sons plangentes
De violões e vozes
Enchem meu peito
De nostalgia e dor.
O ritmo cadente
Se alonga
Trazendo lembranças de
Amores ternos ausentes.
Em silêncio
Sigo o vento
Que nas notas
me transporta
Para um vida distante.
O tormento se achega
Transformando os sonhos
Em meras folhas secas.
Elany Morais
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sexta-feira, 15 de novembro de 2013
TERRENO ALHEIO
Teu coração é um jardim sem flores
com muitos medos e poucos amores.
Tu reinventas tua cativa solidão
com mágoas caladas e contradição.
Tua boca proclama vozes de adeus
sem acolher os desejos meus.
Tu em silêncio sempre vai embora
recolho meus cacos sem muita demora.
Elany Morais
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com muitos medos e poucos amores.
Tu reinventas tua cativa solidão
com mágoas caladas e contradição.
Tua boca proclama vozes de adeus
sem acolher os desejos meus.
Tu em silêncio sempre vai embora
recolho meus cacos sem muita demora.
Elany Morais
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
ESTRELAS
Eu entendo as estrelas,eu ando sozinha,
meu caminho é sem flores.
voou sozinha sem muitos amores.
Minha imaginação flutua,
as borboletas voam,
num campo de flores.
Vivo sozinha sem muito amores.
Quero deitar nas asas da liberdade,
viajar sem destino,
adormecer em meu peito os dissabores.
Eu ando sozinha sem muitos amores.
Elany Morais
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