Sou educadora e escritora

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

MEU GATO

No meu coração, pousa leve como um pássaro , meu gato.
Ele  se esgueira pela casa e  em cada canto da sala.
Muito pouco  mia nem quebra os prato da pia.
Não é o gato de bota, mas fica entre as portas
Como o rei do pedaço, dominado todo espaço.
Não vive em telhados ou em cima de muro
Seduzindo gatas, com altos miados
Nunca fica sozinho, talvez seja inseguro,
Mas sempre arma seu bote calado no escuro.

Todos os direitos reservados a Elany Morais



segunda-feira, 1 de junho de 2015

PASSOS DA AMADA

PASSOS DA AMADA
Elany Morais

Entre pedras e pássaros, ouço os passos da amada,
E com o sibilo do vento, sua voz era de ternura
Que revelava seus sonhos de uma próspera ventura
De dormir em meus braços totalmente desnudada.

Mesmo com os passos distantes, fiquei embriagada,
Pois os sons traziam consigo uma tamanha doçura
Que me fazia acreditar que a sorte não era tão dura
E que o jardim da felicidade era a porta de entrada.

Os firmes passos da amada para mim foram um aviso
De que o nosso amor era fruto de toda divindade
E mesmo que no peito guardasse uma saudade,
Mas o nosso destino era entrar  e viver no paraíso.


CAXIAS- MA, 01 DE JUNHO DE 2015.

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terça-feira, 24 de março de 2015

FIGURA MISTERIOSA

FIGURA MISTERIOSA
Elany Morais

Perfil longo, pupilas-mar, corpo moreno,
Alvos, pequenos pés,  delgada, fina cintura,
Morbidez de gesto, uma triste figura,
Cabelos pretos, e passos pequenos!

Impossível aterrizar em meu terreno,
Mais voltada para frieza do que a ternura,
Vestida em finas vestes de cor escura,
Trazia em seu taça o amargo veneno.

Veio de longe, de alguma escura cidade,
Pode ter sido leve e feliz em algum momento,
Mas traz consigo recato dos neófitos frades.

Para o mistério parece ter todo talento,
De sua vida não se sabe qual é a verdade,
Porém, temo que haja algo de tão horrendo.


Caxias - MA, 24 de março de 2015.

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sábado, 1 de março de 2014

HUMANIZAÇÃO

HUMANIZAÇÃO
Elany Morais

Vê-se mais candura
na face de quem sofre
do que nas mãos...
de quem oferece
reciproca ternura
que fica pela metade.
Ei-lo, está pronto o poema
Como todas as tardes
que se desfazem no poente,
secando minhas lágrimas
cativas de nossas destrezas
para que o amor se aninhe
até romper-se na carne,
que logo o desejo pressente.

Caxias - MA, 27 de fevereiro de 2014.


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sábado, 28 de dezembro de 2013

HOJE



 Hoje eu quero

Os pensamentos mais nobres
O despetalar de milhares de flores...
Desprezar as ideias mais pobres
E embriagar-me de vários amores.

Hoje eu quero

Violar todos os segredos
Naufragar no mar de ternura
Abandonar os infindos degredos
E amar sem muita frescura.

Hoje eu quero

Vestir-me de toda candura
Saciar a sede do corpo
Fundir-me com muita fissura
E ressuscitar o desejo morto.

Elany Morais


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